A Casa Dignidade, equipamento social da Fundação ADFP, conta também com um Centro de Acolhimento Noturno para Sem-Abrigo. Assim, para além do Refeitório Social com teto e do apoio a nível da higiene e do emprego, a instituição assegura dormida às pessoas que se encontram em situação de grande vulnerabilidade social.
Esta valência começou a funcionar em maio do ano passado, durante a primeira fase da pandemia da covid-19, e tem vindo a ser reforçada desde janeiro, em resposta ao apelo da Câmara Municipal de Coimbra.
Situada na Rua do Brasil, junto ao Parque Verde, a Casa Dignidade iniciou o acolhimento noturno de pessoas em situação de sem-abrigo de Coimbra, com a colaboração direta do Município e do Centro Distrital Segurança Social, envolvendo todos os parceiros do Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem Abrigo.
Esta nova resposta surgiu como apoio à pandemia. De acordo com a Fundação ADFP, até ao final do ano acolheu cerca de 20 pessoas em situação de sem abrigo, permitindo assim que estivessem mais “resguardadas” e menos vulneráveis à exposição de contágio. Serviu ainda, como realça a instituição, como “ponto de viragem na sua vida”, uma vez que “enquanto podiam descansar num edifício com todas as condições de higiene e segurança era realizado um trabalho em rede e em equipa entre os gestores de caso e as entidades sociais e de saúde com o último objetivo de traçar um plano de vida conjunto com a pessoa”.
Já este ano, no início de janeiro, fruto de um novo protocolo e financiamento com a Câmara Municipal de Coimbra, a Casa Dignidade alargou o número de vagas para acolhimento noturno. Segundo a instituição, nestes primeiros meses do ano foram já sinalizadas cerca de 40 pessoas para acolhimento, tendo sido acolhidos 35.
As pessoas em situação de pobreza extrema têm ainda direito ao jantar, a pequeno-almoço e a banho diário. São também acompanhadas, em rede, pelas várias instituições da cidade que apoiam esta população, a fim de traçarem um plano individualizado com cada pessoa acolhida e auxiliar nas suas diversas necessidades, sejam elas sociais, saúde, alimentação e emprego. De referir que a Fundação já empregou três dos utentes acolhidos.
“A Fundação acredita que um trabalho conjunto das entidades públicas do Ministério da Saúde, do Trabalho e da Segurança Social, cooperando com a Câmara Municipal, coordenando o trabalho das instituições de solidariedade social, permitiria dar resposta a todas as pessoas em situação de sem abrigo tornando Coimbra a primeira cidade do país ‘sem abrigo zero’”, realça.