Onde estás, minha Mãe, diz-me onde estás?
Em ir para o teu lado não hesito.
Este resto de corpo que eu habito
Pertence a Deus? Pertence a Satanás?
Tento partir… Porém, não sou capaz,
Porquanto nos milagres acredito.
Todavia, essa cruz que ainda fito,
A tua excelsa imagem não me traz.
Irei a tempo de te dar um beijo?
De sussurrar ao teu ouvido “Amor”?
De curar com cicuta a minha f’rida?
Fique o Mundo a saber que o meu desejo
É que o meu Estro mate a própria dor
E me devolva a vida noutra Vida!