A Praia Fluvial de Palheiros e Zorro vai voltar a transformar-se no epicentro da música na região de Coimbra. A Junta de Freguesia de Torres do Mondego apresentou o Festival M’26, que regressa entre os dias 17 e 19 de julho, afirmando-se através de um “conceito único que funde, de forma perfeita, a cultura e a natureza”, segundo destacou o presidente da autarquia local, Nuno Carvalho.
Com uma forte matriz assente no “bom e velho rock” e em sonoridades alternativas, o evento mantém a tradição de ter entrada livre e espaço para campismo gratuito. O objetivo da organização é permitir que os visitantes, especialmente o público jovem, usufruam do recinto em total segurança e tranquilidade ao longo de todo o fim de semana.
O festival assume-se como um exemplo de valorização do território fora do meio puramente urbano.
“Este é um tesouro de Torres do Mondego, que durante o festival ganha uma nova vida, provando que a descentralização cultural e a valorização do património natural caminham lado a lado”, afirmou Nuno Carvalho, reforçando que o grande propósito é criar “uma comunhão entre a música e o meio ambiente”.
A grande novidade desta 8.ª edição é o crescimento do festival, que ganha mais um dia de programação graças a uma parceria estratégica com o Club Motard do Mondego. Para além disso, o tecido associativo local marcará presença ativa através das tradicionais tasquinhas gastronómicas, que o autarca classificou como “o verdadeiro motor deste evento e a prova viva da vitalidade do associativismo” da freguesia.
Cartaz das três noites
Ao todo, A Praia de Palheiros e Zorro vai receber seis bandas nacionais e internacionais, além de vários DJ sets.
Na primeira noite (17), a partir das 21h00, atuam os Mannequin Death Squad, Common Ideal, So Dead e DJ set Nuno Holanda. O sábado, dia 18 de julho,e stá entregue a PAUS, Mães Solteiras e DJ set Bráulio, com inicio marcado também para as 21h00. O último dia (19), a começar às 16h00, é dedicado ao Dia Club Motard do Mondego, Jabalizes e DJ Nuka, com encerramento previsto para as 22h00.
Pedro Seixas, representante da associação Movimentos Alternativos, realçou que a presença de nomes com projeção internacional e nacional é o reflexo da afirmação e crescimento do festival, que ainda assim recusa abandonar a sua génese de apoio a projetos emergentes e bandas do território.
Nuno Carvalho justificou a forte aposta no género rock como a fórmula ideal para criar “uma alternativa a todos os outros festivais de verão”, concluindo com um apelo direto ao público para marcarem presenta neste evento.