Olivença, ‘scrava da tua sina,
gritos abafados qu’ inda resistem,
memória tua qu’ alguém assassina
mentiras piedosas em qu’ insistem…
Bendito teu ar d’ eterna menina,
temp’rado com lusas marcas qu’ existem;
numa Paz que teus ímpetos domina,
à custa dos ares teus que persistem!
Silêncio sobr’ homens do teu passado,
soldados, navegadores, ‘scritores,
e até mulheres, heróícas, fado…
Tempos alguns com paixão e com flores,
outros tristes de luta de bom ou de mau grado,
devir heróico entre tantas dores!!!