Depois de um interregno, não desejado, de alguns meses do convívio com os amigos preferenciais, empáticos, interessados na leitura das notícias, as que estão consolidadas ou consistentes e outras bombásticas, mas que não estejam contaminadas de ideologias balofas, veiculadas por alguns media populistas e extremistas, e eis senão quando quase se me ofuscava a atenção da alteração do logotipo do meu predileto Semanário “O Despertar” para o novo “jornal o despertar”, soberbo e diligente pela dedicação da sua Exmª. Diretora, tendo-me, contudo, causado uma ténue nostalgia o novo frontispício, que apagou da minha memória aquele que perdurou por longos anos. Mas não querendo permanecer no imobilismo, rendo-me ao progresso das ideias e calo- me perante esse singelo passo para a modernidade!
Felizmente que a rubrica das “Anedotas” se mantém, com as quais me continuarei a deleitar. Mas confesso que senti um passageiro impacto, que rapidamente me conformou, até por que as ciências humanas ensinam-nos, ajudam-nos a resolver os problemas afetivos, reais e complexos e a refletir sobre o carácter e a sensibilidade de cada cidadão, dado que não é possível mensurá-los pelo mesmo diapasão, certo como é que cada indivíduo reage de acordo com os seus princípios, formação moral e ética, cultural, etc. Daí que no capítulo das “Anedotas” as opiniões serão díspares, isto é, convergentes ou divergentes, consoante o carácter, a bonomia, a aceitação ou rejeição de cada um, mas prevalecerão sempre aquelas que estão despidas de preconceitos. É óbvio, que muitas ou quase todas envolvem o esperado e salutar quid “brejeiro” – tempero que condimenta a sua razão de ser – e que pontificam em grande parte dos jornais, sem que conste qualquer contestação à sua divulgação.
Não há dúvida de que o despertar da curiosidade de muitos leitores para espevitarem o humor que gera a sua alegria, entusiasmo e vontade de continuarem a viver – tantas vezes amordaçada pelas agruras de uma convivência social deveras heterogénea e da falta de motivação que proporcione esse bem-estar-, arrasta o indivíduo para o isolamento, compenetração excessiva e triste. Portanto, notei apenas uma pequena alteração no logotipo das anedotas, na sua arrumação e na da disposição do texto que, na minha modesta opinião, empobreceu o destaque que, de imediato, “saltava” aos olhos dos seus prediletos leitores.
Logicamente que estes não devem, nem têm o direto de, interferir em qualquer decisão da Direção de tão prestimoso e acarinhado Periódico. Era o que faltava!!! Esta ousadia é um simples e humilde desabafo de um leigo na matéria e nada mais. Portanto, aplaudamos a sua consistência e cantemos, como manda a tradição popular:
“Hei de cantar, hei de rir, hei de ser muito alegre, hei de mandar a tristeza pró diabo que a leve”.