Lisboa, cidade que me inspira e é recreio da minha criatividade, é também, no meu coração, a minha Nova Barcelona…
… quando caminho pela Rua Augusta sinto-me em Les Rambles, bem no centro da capital da Catalunha. Ali, quase escuto o chilrear dos pássaros e, arrisco-me a confundir o Teatro Nacional de D. Maria II com o Gran Teatre del Liceu. A saudade dos aromas do Mercat de la Boqueria consola-se no Mercado da Ribeira, onde as cores e os cheiros também sabem dançar em harmonia.
… quando atravesso a Praça Dom Pedro IV (Rossio), é como se entrasse na Plaça de Catalunya e memórias muito giras me invadem: dias de encontros com escritores, conversas que me alimentaram a paixão pela leitura (e pela escrita).
… quando subo a Avenida da Liberdade, sinto-me a percorrer Passeig de Gràcia, rua repleta de lojas incrivieis e com dois edifícios que pedem para ser visitados: Casa Millà (La Pedrera) e Casa Batlló.
… e quando percorro a Avenida da República, é como se estivesse na Avinguda Diagonal. Passo por Entrecampos com a mesma naturalidade com que passaria pela Plaça Francesc Macià.
Nos últimos anos, as viagens a Barcelona tornaram-se cada vez menos frequentes e Lisboa foi ocupando um espaço cada vez maior na minha vida. Aqui tenho um dos cafés onde mais gosto de ler e escrever (Kaffeehaus), uma das minhas livrarias preferidas (Fast Company) e a universidade que alimenta o meu estudo (Nova Information Management School).
Quando desenho o meu futuro, vejo Penela, vila-berço da minha família, como vila-casa. Já lá tenho um dos meus cafés preferidos (ViRiDi) e, quando passeio na Praça da República, começo a sentir o mesmo abraço que sinto no Rossio.
Barcelona está sempre a espreitar, mas sinto-me muito feliz em Lisboa, linda Penela!