A atual presidente do Município de Coimbra, ANA ABRUNHOSA, numa sessão comemorativa dos 52 anos do 25 de Abril referiu que FALTA FAZER A REGIONALIZAÇÃO. No recente Dia do Município de Cantanhede, a presidente da Câmara e presidente da Região Metropolitana de Coimbra, líder do PSD distrital, HELENA TEODÓSIO, citando o que li, afirmou que o nosso país continua a NECESSITAR DE UMA DESCENTRALIZAÇÃO séria, consequente e orientada para resultados concretos na vida das pessoas. Estamos perante duas grandes senhoras da política autárquica com experiência regional e até nacional. Ambas da área da economia: gestão, administração pública e também história para a chefe do executivo de Cantanhede e a líder da edilidade coimbrã, professora universitária, antiga ministra da Coesão Territorial com um doutoramento a incidir na inovação e desenvolvimento regional e é, como se referiu, também, economista. Salvo melhor opinião ambas sabem de números e de política; e da melhor forma de administrarem a vida dos portugueses e do país e creio que sabem avaliar e prever. Têm conhecimentos e competências, como continuam a demonstrar a nível autárquico, para aproximar a administração das populações e promover um desenvolvimento harmonioso do território. Se Ana Abrunhosa veste a capa do PS, Helena Teodósio apresenta-se como voz do PSD. Estes dois grandes partidos têm governado o nosso país e entre refendo perdido (8 de novembro de 1998) e o apoia ou não apoia, na realidade verificamos ser urgente uma descentralização que não seja apenas de competências, mas também de verbas ou, preferencialmente, no meu ponto de vista, avançarmos para a regionalização. Recordo-me de ter escrito, quase ousadamente, aquando do aniversário de O DESPERTAR que seria uma bela prenda de aniversário para o jornal e para os leitores a REGIONALIZAÇÃO DO PAÍS e detalhei que no nosso Portugal continuamos a lamentar a assimetria entre o litoral e o interior realçando o sofrimento das populações que estão no interior, no Portugal Profundo, a quem tiram Correios, Centros ou Extensões de Saúde, Multibancos e Bancos. A tradição municipalista de Portugal que vem da Fundação não irá colidir com a Regionalização. Precisamos de líderes que espalhem os benefícios da Regionalização, ou seja, uma efetiva Descentralização, política e administrativa, aproximando os cidadãos das tomadas de decisão. Falemos de países que podem servir de referência: França, Finlândia, Dinamarca, Áustria, Holanda ou aqui ao lado na nossa vizinha Espanha são países que ganharam em regionalizar. A Regionalização é importante e deve avançar em Portugal para combatermos assimetrias e as desigualdades aos mais diversos níveis.
ABRUNHOSA DIZ REGIONALIZAÇÃO
HELENA TEODÓSIO FALA EM DESCENTRALIZAÇÃO
As duas GRANDES SENHORAS que hoje destaco, ANA ABRUNHOSA e HELENA TEODÓSIO, podem vir a dar as mãos e a conseguirem desfazer o impasse a nível central entre as duas principais formações político-partidárias conseguindo um entendimento (a margem de divergência parece-me ínfima) que conduza o pais a uma regionalização que não perdeu atualidade e continua à espera, há décadas, de uma reforma de fundo, segundo a líder cantanhedense subscritora de descentralização. A diferença, além de aspetos mínimos, parece estar, quanto a mim, na nomenclatura: HELENA TEODÓSIO diz Descentralização e ANA ABRUNHOSA fala em Regionalização. Acredito que ainda vão DESCENTRALIZAR este país REGIONALIZANDO-O. A União Europeia defende a regionalização para existir coesão e descentralização de poderes e um desenvolvimento justo. Será que se consegue, no feminino, o grande entendimento que tem faltado em Portugal para avançarmos numa linha de efetivo progresso para todos e em todos os campos?