24 de Janeiro de 2026 | Coimbra
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António Inácio Nogueira

Caminha, Caminheiro…

14 de Novembro 2025

(Prosa – Verso)

 

I

Caminha, Caminheiro,

E não te esqueças, vai ao ribeiro;

Lava-te nas águas serenas.

Depois continua a caminhada apenas,

Por esse caminho, que te atenua as penas.

II

Cá fora o resto é quase nada,

Confuso, difuso.

E que mais?

Milhares de mortos em Gaza,

Milhares de mortos na Ucrânia,

Milhões de dólares para os construtores de armas,

Sociedade individualista que tudo consome,

Tantos a querer tudo, e milhões a não ter nada;

Sociedade de informação que não comunica quase nada,

Sociedade cibernética que amordaça todos os ingénuos;

Política, políticos, que muito prometem e nada fazem.

 

III

 

Ó viajante, continua a repousar junto ao teu regato!

É a tua bem-aventurança.

 


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