(Prosa – Verso)
I
Caminha, Caminheiro,
E não te esqueças, vai ao ribeiro;
Lava-te nas águas serenas.
Depois continua a caminhada apenas,
Por esse caminho, que te atenua as penas.
II
Cá fora o resto é quase nada,
Confuso, difuso.
E que mais?
Milhares de mortos em Gaza,
Milhares de mortos na Ucrânia,
Milhões de dólares para os construtores de armas,
Sociedade individualista que tudo consome,
Tantos a querer tudo, e milhões a não ter nada;
Sociedade de informação que não comunica quase nada,
Sociedade cibernética que amordaça todos os ingénuos;
Política, políticos, que muito prometem e nada fazem.
III
Ó viajante, continua a repousar junto ao teu regato!
É a tua bem-aventurança.