O Acaso suscitou-nos a leitura de uma “Resposta”, sob o pseudónimo de “azeiteiro”, acerca da crónica do humorista Ricardo Araújo Pereira (RAP), e quisemos explorar o conteúdo da mesma, a qual, como que flagelou a referida crónica e invetivou o seu autor de falsear a verdade e de demonstrar ignorância histórica.
Então, fizemos o que nos propusemos – apesar de não esperarmos surpresas, porque conhecemos, mais ou menos, o estilo das suas perversas intervenções piadéticas – , ler e transcrever para aqui uma sinopse: “o RAP, na sua ironia para comentar o projeto de criação de um museu dedicado a Salazar, em Santa Comba Dão, defende sarcasticamente a ideia sugerindo até uma espécie de “Disneylândia do fascismo”, onde os visitantes podiam confrontar-se com aspetos repressivos de ditadura, como a PIDE e o Tarrafal, para expôr o absurdo de qualquer visão nostálgica do Estado Novo”.
Através deste opróbrio se adivinha o que por aí jorrou, entre os apaniguados, em investida à imagem do Homem e da sua Obra, cuja “Resposta” atesta o rol das obras mais salientes nela inseridas, que se mais não houvesse, bastavam para sufocar os seus energúmenos e irracionais detratores. É que o facciosismo cega e provoca uma pandemia que afeta algumas centenas de marginais marxistas, comunistas, trotskistas e quejandos, que já nem na Rússia do ditador e dos Oligarcas, em Cuba, no Irão, na Coreia do Norte, etc. têm lugar e, portanto, espalham ódio, combatendo a estabilidade, o progresso e a paz social dos países que, contra todas as investidas desses arruaceiros, auxiliados pelos agitadores profissionais, munidos de armas e munições, vêm agredindo e assassinando inocentes e galhardos defensores da comunidade e da Pátria.
Quem, como nós, filho de uma família humilde, honesta, honrada e laboriosa, vivemos, crescemos e, a pulso, abrimos caminhos, quer profissional, quer culturalmente, até à obtenção de uma licenciatura, empregando-nos sem recurso a “cunhas”, evoluímos à custa do nosso próprio mérito; jamais nos corrompemos, não adulámos superiores em busca de interesses inconfessados, nem servimos de “the guys” para progredirmos; nunca fomos interrogados pela Pide, presos e/ou degradados para qualquer instituição penitenciária (Aljube, Forte de Peniche ou do Tarrafal).
Também não fomos coagidos a jurar uma certa ideologia; vivemos sempre em plena liberdade, de noite ou de dia; e o sr. sabe porquê? Porque nunca nos envolvemos em políticas de caserna; não fomos insurretos nem reacionários, caluniadores ou assassinos; não urdimos nem participámos em qualquer atentado contra adversário político, no nosso país, nem no estrangeiro, razão pela qual nos sentimos impolutos relativamente a essa intolerável atividade subversiva.
O sr. humorista, pelo contrário, cresceu e viveu noutra época recente, talvez tenha nascido numa maternidade moderna, e tenha sido criado num berço de verga, acolchoado, e com brinquedos suspensos…, ou seja, muito depois do odiado “ditador” ter desobstruído o atoleiro onde a 1ª. República, em apenas 16 anos, se afundou, (em confrontos e assassinatos de entremeio, dando origem a uma inflação de 45 governos e de 8 Presidentes da República), e que atirou o país para a banca rota, cuja situação económica e financeira o malvado fascista levantou num ápice e, para pasmo dos seus detratores, conseguiu amealhar, em menos de 40 anos, mais de 650 toneladas de ouro, do qual, os resultados financeiros do pós 25 de Abril acusaram um desvio de cerca de 300 toneladas.
Portanto, as obscenidades que escreve e expele por esse desbragado órgão da fala são, por vocação, antiliberais, iconoclásticas e antipatrióticas, alimentadas pelas insaciáveis vinganças, ódios natos, reforçados pelos famigerados agitadores (e criminosos) profissionais, que nada de útil ou construtivo vêm produzindo, vivendo, aliás, como ervas daninhas que consomem soro e matam os “alojadores”.
Se o sr., arvorado em humorista, tivesse a hombridade de confessar as intenções e demagogias que lhe vão na falta de sentimento, nas inconsequentes brigas e debates (combates) parlamentares que, por norma, as forças da esquerda, em que se incorpora, fomentam e que aproveitam para concertar greves e manifestações contra a ação dos governos, mesmo até contra diplomas aprovados pela A.R. – por ambições desmedidas ou para desestabilizar a democracia; para fazerem vingar as suas camufladas tendências antidemocráticas, à guisa do modelo instalado nas ditaduras autocráticas, oligárquicas, antidemocráticas, envoltas em volumosa corrupção política, financeira e no compadrio – , com certeza que se penitenciaria, como? :
Por exemplo, com uma caminhada a pé, desprovido de água e de mantimentos, àquele que foi o “Rezort de luxo”, e depois projetado museu do por si odiado “ditador”, seguida de uma visita à campa térrea onde, modestamente, quis ser sepultado, e o sr., como ateu, que demonstra ser, trocava uma eventual prece pelo pedido de perdão, por tanto mal que lhe tem feito, e caluniado a sua imagem, negando, ostensivamente, os direitos democráticos e as opções que os simpatizantes do mais importante Português prosseguem.
Está assim, inequivocamente, provado o aforismo da sabedoria popular, que afirma: “quem foi mau enquanto vivo não deve ser “nomeado”, porque se o é – como ficou comprovado no Concurso realizado em 2007, da iniciativa da RTP, de entre Os Grandes Portugueses, Salazar, o maior português de sempre, com 40% dos votos; seguido de A. Cunhal, com 19%; e de Aristides de Sousa Mendes, com 13%, etc.- , então aquele grande estadista, que foi, terá deixado, com certeza, muitas saudades…!
(Cfr. Google)