O Plano Supramunicipal de Saúde, uma estratégia de orientação das políticas de promoção de saúde e prevenção da doença, foi apresentado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC), na terça-feira (30).
O quadro de atuação está estruturado em vários objetivos estratégicos distribuídos em diferentes eixos de intervenção, contemplando 22 linhas de ação, 56 medidas e 32 metas específicas de prevenção da doença e a promoção da saúde a concretizar até 2030 e consiste numa abordagem integrada além da resposta clínica, valorizando os determinantes sociais, ambientais e territoriais.
A estratégia estabelece metas ambiciosas até 2030, com uma redução de 25% nos números de diagnosticados com obesidade inscritos nos cuidados de saúde primários, de 10% nos casos de diabetes e perturbações depressivas, assim como de 5% nos casos de hipertensão arterial. O plano prevê igualmente uma redução de 15% dos internamentos evitáveis, de 20% no número de utentes sem médico de família, e ainda da mortalidade prematura e por doenças tratáveis, respiratórias, circulatórias e tumores malignos.
Outros objetivos deste plano são o reforço da continuidade de cuidados, a promoção da autonomia de doentes crónicos, a criação de ambientes comunitários mais inclusivos, o alargamento da cobertura e qualidade dos serviços de proximidade e o aumento de respostas dirigidas a pessoas com demência e Alzheimer.
Em relação à governação, a estratégia é reforçar a articulação entre municípios, unidades locais de saúde, instituições sociais e comunidade e aumentar o número de autarquias integradas na Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis, bem como promover maior participação dos cidadãos nos processos de decisão relacionados com a saúde.
“O Plano Supramunicipal de Saúde tem uma componente de diagnóstico, mas é um instrumento de planeamento que vai muito além disso”, explicou Luís Paulo Costa, vice-presidente da CIMRC, sublinhando que esta estratégia aponta “caminhos, nas mais diversas áreas” assentes na prevenção da doença e na promoção da saúde.
O responsável defendeu que a região dispõe de condições privilegiadas em matéria de cuidados de saúde, mas salientou que este plano pretende alargar o foco para os factores que influenciam a saúde antes da doença surgir.