23 de Maio de 2026 | Coimbra
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Paulo Ilharco

LAMENTO

24 de Outubro 2025

Quando leio as palavras dirigidas

Por vós, dando-me apoio e suave alento,

Adivinho na vida haver mais vidas

Que ficam para lá do Firmamento.

 

As memórias jamais serão esquecidas,

Porquanto recordar for meu intento,

Ora seja na cor das margaridas,

Ora no grave tom deste lamento.

 

E posto que tu, Mãe, eras qual santa

No altar que eu inventei dentro do peito,

Rezo todas as noites como um louco.

 

Pode-me até secar minha garganta,

Que tanta ausência tanta não aceito…

– Seja, pois, o meu féretro bem pouco!


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