16 de Setembro de 2021 | Coimbra
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União de Freguesias de Coimbra vota contra Orçamento porque “mudanças são zero”

24 de Janeiro 2020

O presidente da União de Freguesias (UF) de Coimbra, João Francisco Campos, votou contra as GOP e Orçamento da Câmara para 2020 na Assembleia Municipal de segunda feira. Na declaração de voto, o autarca diz que “as mudanças são zero”, continuando “à espera da proposta da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) para a descentralização para esta freguesia em 2019, proposta que, segundo a lei, tinha que ter sido negociada até julho, num total desrespeito pelas freguesias do concelho e pelo decreto lei 57/2019”, lei que, como acrescenta, “curiosamente foi o presidente desta Câmara que, enquanto presidente da Associação Nacional de Municípios, negociou com as freguesias (ANAFRE) e o Governo”.

“Continua esta Freguesia sem obras, sem projetos, ou porque o GAF (Gabinete de apoio às freguesias) não consegue executar todo o trabalho que tem, ou porque quando os projetos chegam à secretária do presidente da CMC voltam para trás, num vai e vem que só beneficia os cofres camarários e empobrece os munícipes e as freguesias”, explica João Francisco Campos.

Segundo o autarca, esta UF continua “espoliada em 80 por cento da sua área de limpeza, com a justificação que já existia uma empresa privada a fazer esse trabalho, mas que constatámos ao longo de 2019 é a CMC e os seus funcionários que vão respondendo às solicitações dos munícipes ou da freguesia, para as ervas que crescem um pouco por todo lado”.

Continua também “sem ter uma nova redação do acordo de execução que assinou para o quadriénio 2017-2021 em outubro de 2018, para logo a seguir ver o mesmo alterado pela CMC, nem uma semana passada”; e continua a “ser uma só, uma vez que o concelho das 31 freguesias foi enterrado por este executivo camarário quando mudaram o critério de apoio às freguesias passando a valer 80 por cento para a sede das Uniões ou freguesia”.

A UF de Coimbra engloba as extintas freguesias da Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e S. Bartolomeu e tem atualmente três sedes abertas, facto que, segundo o autarca, não tem relevância para a Câmara de Coimbra. “O que interessa é que o Partido Socialista tem a maioria absolutíssima das freguesias que não se associaram, beneficiando estas, largamente, com o fim das 31 freguesias em Coimbra, recebendo mais de 100 por cento do que recebiam antes, enquanto que a UFC recebe pouco mais de 12,5 por cento”, acusa.

“É este o melhor orçamento para Coimbra? Que obras na cidade foram discutidas com a freguesia? Que plano estratégico temos? Qual a resposta para os problemas urbanísticos existentes na freguesia?” – questiona ainda o presidente, afirmando que é por tudo isto que o executivo, por si liderado, votou contra na AM.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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