24 de Junho de 2021 | Coimbra
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SANSÃO COELHO

Tragédia no Distrito entrou pela Figueira como furacão

19 de Outubro 2018

Ainda tenho dificuldade em perceber se terão sido suficientes e eficazes os avisos, previsões e esclarecimentos prestados pelo INSTITUTO PORTUGUÊS DO MAR E DA ATMOSFERA e também por parte da PROTEÇÃO CIVIL em relação ao FURACÃO LESLIE. Houve espetáculos artísticos e desportivos que no meu entender não deviam ter sido realizados e julgo que teria sido importante utilizar a radiodifusão local e mensagens por telemóvel quando se observou que o FURACÃO estava a entrar no continente português por uma zona diferente da divulgada um dia antes em que se reportava a zona entre Lisboa e Leiria como suscetível de “entrada da tempestade”. As instituições que estudam a meteorologia terão – admito – a possibilidade científica de acompanhar as evoluções e involuções destes fenómenos. Observámos nos Estados Unidos, ainda há pouco tempo, a deslocação de populações em fuga a um furacão que se avizinhava como perigoso. A ideia que retenho é que alguma da POPULAÇÃO PORTUGUESA “chutou para canto” avisos recebidos e creio que esta oscilação/incerteza em relação à zona em que o Furacão tocaria o território continental veio distender CUIDADOS NECESSÁRIOS a OBSERVAR PERANTE O FENÓMENO IMINENTE. O LESLIE chegou num modorrento fim-de-semana: atacou no sábado. Algumas pessoas não tomaram medidas de precaução ou medidas de prevenção suficientes; ou não terão sido suficientemente “sensibilizadas para se prevenirem”. FIGUEIRA DA FOZ, SOURE, MONTEMOR-O-VELHO, COIMBRA, CANTANHEDE, CONDEIXA, MIRA, MEALHADA e POMBAL terá sido a zona mais afetada. O que se viveu transportou-nos para as imagens que com alguma profusão surgem dos Estados Unidos familiarizados com estas INCLEMÊNCIAS DO TEMPO. Foi um pavor em concreto na cidade e concelho da FIGUEIRA DA FOZ: da chuva que começou a cair por volta das 20 horas até ao vento em rajadas perto dos 180 Km/hora (ou talvez mais – 190 ou 200 km/h???) a seguir às 22 horas. Os momentos de pânico que se viveram podiam indiciar resultados catastróficos até com perda de vidas humanas o que felizmente não se registou. O DISTRITO DE COIMBRA flagelado no ano passado pelos INCÊNDIOS (que periodicamente lambem a Região) recebeu agora, dolorosamente, os efeitos do FURACÃO LESLIE algo pouco comum entre nós. Espero que o Governo consiga junto da UNIÃO EUROPEIA os apoios suficientes para indemnizar ou minimizar os enormes prejuízos da população em sofrimento; e antevejo que as autarquias vão sentir nos seus COFRES o peso desta DESGRAÇA. Reclamamos, a propósito do que aconteceu, a adoção, pela parte de todos nós, de uma melhor CULTURA DE PREVENÇÃO e de SEGURANÇA. Desta vez a TRAGÉDIA anunciada para outras coordenadas do país… virou-se para aqui e bateu-nos à porta. O Distrito de Coimbra tem tido azar. No último fim-de-semana foi o vento e a chuva e não foi um incêndio desses que são lançados, desmioladamente, a troco de… “CINCO EUROS E DUAS SANDES”.

Trevim no alto… dos 50 anos

O jornal quinzenário TREVIM com sede na LOUSÃ está a assinalar os seus cinquenta anos de existência. Envio um abraço a todos aqueles que denodadamente têm corporizado esta publicação. Espero dar neste sábado à noite, na GALA DOS 50 ANOS DO TREVIM, um abraço a alguns desses elementos e recordar o quanto esta publicação defensora da Região tem lutado pelo Regresso do Comboio à Centenária LINHA OU RAMAL FERROVIÁRIO DA LOUSÃ. Aliás, no concelho vizinho de Miranda do Corvo (na BIBLIOTECA MIGUEL TORGA) está patente uma exposição com cartunes dedicados a este tema (CARTUNES PELO RAMAL) de autoria de ZÉ OLIVEIRA e CARLOS SÊCO colaboradores assíduos do jornal aniversariante. Esta exposição culmina com um debate, no próximo dia 27, com a presença do professor universitário MANUEL TÃO considerado o maior especialista português em ferrovia e que defende a eletrificação da Linha da Lousã para o regresso dos comboios. Espera-se que o Ministro do Planeamento e Infraestruturas leve em linha de conta esta tão douta opinião e acabe com a Metro Mondego e com a tal espécie de metro em autocarros a circular em zonas em que caem barreiras e a orografia é tramada e adequada – ISSO, SIM! – para os comboios que são mais resistentes.


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