20 de Outubro de 2021 | Coimbra
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ALICE LUXO

Tertuliar

4 de Outubro 2018

Falemos de postais. Falemos de Mesa. Falemos de Partilha. Falemos de… experiências memoráveis. Em jeito de desgarrada, iniciamos uma renovada aventura: calcorrear os territórios do Centro que nos oferecem duas das 7 Mesas classificadas como Maravilhas (eh!eh!eh! fiquem descansados, é uma aventura em etapas e não uma maratona!) e (re)descobrir o nosso património natural, edificado, cultural, enogastronómico, sensorial,… a diversidade e multiculturalidade que nos dá identidade.

Associar uma Mesa a um território implica um conjunto de sensações únicas que resulta da utilização de produtos locais, do saber-fazer das nossas gentes (como tão bem nos vai sempre relembrando Olga Cavaleiro), da capacidade de reinventar pratos, de transmitir uma sabedoria ancestral que assume a contemporaneidade sem perder raízes.

Chanfana e Lampreia: uma dupla que nos remete para diferentes realidades territoriais e que se traduz nas primeiras 2 etapas deste nosso Mapa do Tesouro Gustativo.

Nas nossas merendas temos partilhado alguns dos petiscos que estamos certos vamos encontrar. Será a mesma coisa? “cada terra com seu uso”, alguém lembra e acrescenta: “mesmo que os ingredientes sejam os mesmos, cada receita é única pois depende das mãos e sensibilidade de quem faz. Cozinhar é uma arte. A obra (o pitéu, leia-se aqui!) depende do artista”; palavras-sorriso relembram: é preciso “meter as mãos na massa” para verdadeiramente saborear a Vida; fazer acontecer implica experienciar, arregaçar as mangas e… partilhar.

A Chanfana convida-nos a participar num atelier de olaria, mas também a mergulhar em piscinas naturais, a visitar uma villa romana ou a percorrer aldeias do xisto, a descobrir vinhedos e queijo ou a cruzarmo-nos com o nosso Mondego.

A singular Lampreia, para além de nos aproximar do nosso Mondego e dos arrozais, leva-nos a visitar moinhos-de-água e a degustar broa de milho mas também à inspiradora e tranquilizante Cerca que os crúzios nos deixaram em legado (um convite permanente a deixarmo-nos inebriar pelos ritmos da Natureza) e a terras de ourives, onde o meio de transporte, “histórico” e intergeracional é… a bicicleta.

Momentos verdadeiramente memoráveis, que nos levam a renovar anterior convite/ desafio: escrever um postal, selar com uma das nossas doçuras (a coleção recentemente emitida pelos CTT), enviar e continuar a espalhar sorrisos gustativos ao mesmo tempo que fixamos memória de experiências únicas, de uma história que é de todos, e valorizamos territórios singulares.

À Mesa, todos somos únicos e contemporâneos: a paleta gustativa redescobre-se em sabores que resultam da história de cada um. Um simples prato de arroz-doce é um livro de memórias que se saboreia, vive e partilha em cada colherada. Até à próxima etapa …

Tertuliemos!


  • Diretora: Zilda Monteiro

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