1 de Dezembro de 2021 | Coimbra
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ALICE LUXO

Tertuliar

2 de Agosto 2019

Julho. “A música é um veículo da ideia, parte integrante do impulso criativo dos homens a desenvolver destinos, a representar a realidade, a procurar transformá-la (…) a música [é] linguagem expressiva e multicultural”. As palavras de Manuel Rocha a servirem de mote a um postal tertuliar que nos convoca – sim, caríssimo leitor, esta é também uma convocatória para si – a aproveitar momentos de esplanar para escrever meia dúzia de palavras num postal e assim oferecer palavras-presente que abrem sorrisos a quem as recebe e, a quem as envia, ao mesmo tempo que fixamos memória. Experimente!

Julho. Em périplo sem destino, deixamos o encantamento dos dias “sugerir” destinos que nos fazem descobrir lugares e pessoas que tornam o mundo mais brilhante e musical pelo simples facto de nos mostrarem que a simplicidade é o melhor dos “métodos” para sentir e partilhar Alegria.

Julho. Mês que iniciou com a celebração da nossa Rainha e encheu de mil e uma atividades culturais ruas, ruelas, largos e jardins da Lusa Atenas (já agora, sabe porque é assim reconhecida Coimbra?) Mês em que vimos o nosso Museu Nacional Machado de Castro integrar de pleno direito o Bem Universidade de Coimbra – Alta e Sofia, inscrito na lista de Património Mundial da UNESCO em 2013 (vale a pena relembrar aqui: somos cuidadores de um Património Material e Imaterial único que nos convida a redescobrir as 1001 histórias que Coimbra tem a partilhar). Julho. Mês em que reunimos algumas das cidades-irmãs para connosco refletirem sobre o que implica ser Capital Europeia da Cultura, quais as estratégias já testadas e algumas sugestões para a caminhada iniciada por Coimbra. Julho. Mês do Festival das Artes que nos proporciona um leque de atividades artísticas que se espraiam (mês de praia dá também para utilizar algumas palavras que vão caindo em… desuso) da música ao teatro, da pintura à dança, da gastronomia à literatura,… Aproveitamos para relembrar que há um conjunto alargado de atividades a decorrer em Coimbra e na região Centro que nos convida a ser visitantes e/ou turistas envolvidos diretamente na sustentabilidade do território que habitamos.

Quanto ao nosso Índice Gustativo… deixamos as palavras de Diamantino Simões: “segunda terça-feira do mês, mais um almoço aberto à comunidade (…) realizar alguma verba para ajudar a garantir uma causa, que é nobre! (…) é dia de ir almoçar à Casa dos Pobres (…) criada em 1935, já tem uma idade considerável. Começou por funcionar primeiro no Pátio da Inquisição e depois na Praça Velha (…) Fruto da dinâmica dos seus dirigentes e da colaboração dos coninimbricences foram construídas as atuais instalações que garantem condições dignas para os seus alojados. As condições físicas são de extrema importância, mas é fundamental que paralelamente haja da parte de quem lá trabalha carinho, dedicação e competência (…) na Casa dos Pobres temos uma liderança capaz e profissionais competentes, o processo funciona. Obviamente, para isto é preciso haver dinheiro. Fundamental dar largas à imaginação e promover iniciativas. Uma delas consiste em realizar um almoço aberto à comunidade em que a ementa é cozido à portuguesa. Mas trata-se de uma refeição completa, com sopa, bebidas e sobremesa. Nesta há dois ícones, arroz doce e um cálice de vinho do Porto. Deste modo a instituição procura realizar algum dinheiro e também aproximar-se da sociedade.”

Relembramos anterior desafio tertuliar: partilhe connosco um petisco e/ou memória associada (um parágrafo = fixar memória = cultura cidadã) e… Tertuliemos!


  • Diretora: Zilda Monteiro

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