25 de Junho de 2019 | Coimbra
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ALICE LUXO

Tertuliar

12 de Abril 2019

“A memória como presente” – nas palavras de Luciana Leiderfarb encontramos o mote para um novo tertuliar.

Mês dedicado à partilha – sim!, o livro é símbolo de partilha – à Mesa reunimos palavras que nos chegam a partir de arcas de memória singulares, que ganham contemporaneidade nos sorrisos cúmplices com que são ouvidas.

Abril convida a (re)descobrir o prazer da leitura e da escrita: do Dia Internacional do Livro Infantil, que na verdade convoca o adulto ou quem tem o privilégio de saber ler a assumir-se como contador de histórias, um mágico que estimula a criatividade de quem o ouve, além de abrir um leque de possibilidades para expandir a capacidade de nos deixarmos encantar, ao Dia Mundial do Livro que nos leva a percorrer Mesas repletas de novos e não tão novos títulos, autores conhecidos ou não tão conhecidos, lado a lado e prontinhos a serem descobertos.

Tendo por cenário uma primavera que se revela também ela singular, todos os caminhos nos levam a jardins onde a palavra escrita e partilhada nos convida a permanecer.

Abril é ainda tempo de assinalar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, havendo uma programação ampla e variada que nos convida a (re)descobrir espaços e artes variados, muitas vezes em cumplicidade surpreendente, também em Coimbra e região Centro.

Abril é sinónimo de Páscoa, renascimento, recomeços, Alegria, e o mês em que o ovo – sim!, os alimentos também nos contam histórias! – ganha um significado maior enquanto símbolo de possibilidade (como exemplo, o uso culinário que nos permite criar pratos doces ou salgados, mas também enquanto fonte de inspiração para criar belas obras de arte – e vem-nos à memória os famosos ovos Fabergé ou mesmo os desenhos que surgem pintados de forma inspirada em jardins-escola ou creches), de evolução na continuidade, de mudança… de Vida.

Abril é ainda… Dias da Música, em Lisboa, mas também em Coimbra e região Centro a música continua a ser ouvida em variadíssimos contextos: em auditórios, na rua, em salas e salões, em monumentos, em contexto privado e em roda de amigos. Há música para todos os gostos, há sonoridades a descobrir e, porque não?, uma musicalidade a descobrir em todo e cada um de nós. É tempo ainda de (re)descobrir José Afonso nas gravações inéditas surgidas agora em livro, LP e cd.

Em abril assinalam-se ainda os 50 anos da Crise Académica e, relembrando a frase “em nome dos estudantes de Coimbra, peço a palavra!” proferida por Alberto Martins na inauguração solene do edifício das Matemáticas, fica o desafio/convite de aprofundar os nossos conhecimentos sobre essa época de grandes mudanças, tanto ao nível da Academia como do país e que certamente nos vão ajudar a melhor entender o que aconteceu e a herança que nos ficou em legado.

A Cultura é um ativo valioso que está ao alcance de todos. Porque aprender a gostar e saborear resulta da experimentação, participemos de forma ativa, enquanto atores e/ou espetadores, ousando arriscar novos caminhos.

Lembremos ainda dois dos nossos provérbios sábios: “em abril águas mil, coadas por um funil”, que nos leva a ir adiando e adaptando as idas à horta, e “abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado”, que nos leva a sorrir e bem aceitar as brincadeiras da Mãe Natureza em mês primaveril.

Quanto ao nosso Índice Gustativo… uma nova entrada: chanfana, polvo à lagareiro, cabrito assado, papas de carolo, folar de Páscoa e o nosso já incontornável arroz doce.

Quanto aos desafios tertuliares: partilhar algum petisco e/ou memória associada, escrever um postal e/ou um parágrafo (fixar memória é cultura cidadã) e … Tertuliemos!


  • Diretora: Zilda Monteiro

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