14 de Agosto de 2022 | Coimbra
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Paulo Ilharco

TARDE

5 de Agosto 2022

Quando nasci, já era muito tarde

P’ra conhecer o poeta que há em mim.

Apesar do Destino, mesmo assim,

O lume que eu chorara ainda arde.

 

Limitei-me a viver, como um cobarde,

Almejando que Deus ditasse o Fim.

Aos abismos quisera dizer sim,

Fazendo disso o meu maior alarde.

 

Seja este o meu último soneto,

Que eu vim ao Mundo apenas só por vir,

Perdido nas centelhas do luar.

 

Não tenho abismos. Tenho cianeto.

Talvez não seja tarde p’ra sorrir,

A fim de me encontrar noutro Lugar!


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