22 de Maio de 2019 | Coimbra
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MANUEL BONTEMPO

“Surrealismo”

10 de Maio 2019

Dois seres que outrora se conheceram

Que penetraram um no outro,

Apenas um ser,

O egoísmo era desconhecido,

A violência, a agressividade, o ódio, o desprezo,

O medo… o medo das coisas perdidas…

Depois…

O velho candeeiro foi-se apagando lentamente

As velhas melodias do meu piano, o amor, a liberdade,

Algo…

Sentimo-nos estranhos, desconhecidos,

Vazios…

Como tivéssemos despertado para a estranha realidade,

Para o medo das coisas perdidas…

Para a cumplicidade de aceitar a realidade,

A realidade sem sentido… vaga

A cumplicidade de aceitar o que os “loucos” não aceitam…

O amor que só os “loucos” não sentem…

Os sonhos que só os “loucos” não sonham…

O sangue a ferver

O coração apertado

A dor

A lágrima

De algo perdido

Como tivéssemos sonhado

Um sonho

E não pudéssemos recordá-lo!


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