Olivença, quantas vezes comecei/
os meus poemas teu nom’ invocando,/
tantas vezes, tantas, que nem as contei,/
por ‘screver sempre só a ti amando!//
Poemas sem fim, tantos foram que não sei,/
se por hábito, se por t’ evocando,/
tão feliz me senti que continuei,/
sem ver como m’ estavas dominando.//
Poesia que no temp’ inspiraste,/
Olivença, qual é o teu segredo,/
mistérios com que nos conquistaste?//
Dir-se-ia qu’ acordas logo cedo/
so p’ra t’alindares o quanto baste/
p’ra toda tu te mostrares sem medo!//