16 de Setembro de 2019 | Coimbra
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Ressonâncias magnéticas com mais de um ano de atraso no CHUC

26 de Outubro 2018

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) mostra-se muito preocupada com os atrasos na realização de exames de ressonância magnética do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC). Em nota enviada, alerta para o facto de os atrasos chegaram a ser “superiores a um ano e meio”.

“O equipamento do polo dos Hospitais da Universidade de Coimbra está obsoleto, com mais de 15 anos, o que provoca constantes avarias e já não tem capacidade de resposta para auxiliar o diagnóstico atempado de patologias que atingem os órgãos e tecidos de todo o corpo”, explica a SRCOM.

Excluindo os pedidos considerados com mais urgência (essencialmente patologia tumoral), nos exames de ressonância magnética gerados na consulta externa do CHUC, as marcações têm o seguinte agendamento: para dezembro de 2019, no caso de exames de neurorradiologia (principalmente de patologia da coluna/radicular e esclarecimento de cefaleias); para agosto de 2019, nos exames de corpo do Hospital Pediátrico (essencialmente patologia músculo-esquelética); e, também para agosto de 2019, nos exames de corpo de adultos.

“É muito grave o que está a acontecer. Acresce a esta chocante inoperacionalidade, o facto do equipamento do Hospital dos Covões sofrer constantes avarias (já mais de mês e meio de paragem este ano)”, denuncia o presidente da SRCOM, Carlos Cortes.

Para minorar os efeitos gravosos, a ocupação dos equipamentos, que é feita habitualmente num período alargado das 8h00 às 20h00 (o que permite a realização de 22 exames feitos por dia, cinco dias por semana), está a ser realizada, desde agosto deste ano, também aos sábados, de forma a dar resposta à crescente lista de espera dos utentes.

“O ministério da Saúde tem a obrigação ética e moral de resolver esta situação que está a prejudicar os doentes da região Centro. É absolutamente degradante a forma como os doentes estão a ser esquecidos no diagnóstico atempado de patologias degenerativas e incapacitantes”, denuncia Carlos Cortes.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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