As violentas cheias de final de 2019 lançaram o caos no Baixo Mondego colocando em perigo pessoas e bens. Agora que os caudais estabilizaram, que janeiro foi quente e seco, e que o sol tem dado o ar de sua graça, parece que a normalidade regressou e que tudo está ultrapassado.
A realidade é, no entanto, bem diferente se vista à escala do nível microcosmo local: o canal central de rega está partido e os campos foram invadidos pela areia trazida pelo rio, sendo bem visíveis pelo território várias crateras.
Com as sementeiras à porta vislumbra-se, aparentemente, um problema grave para os agricultores do Baixo Mondego: podem não ter água suficiente para chegar a tempo aos blocos de rega que drenam para as diversas culturas (como o arroz); e, sem reabilitação e recuperação dos solos degradados ou impraticáveis, teremos quebras significativas de produtividade dada a área atingida.
Em face desta situação urge perguntar:
– Quando lança a APA o concurso de reabilitação do canal?
– Quais as datas concretas para a reparação das obras?
– Quais as medidas de compensação aos agricultores se é que estão previstas?
Perguntas a que urge dar resposta, sob pena de o ano ser terrível para a comunidade agrícola do Baixo Mondego que vai sofrendo no silêncio e na expectativa.
