6 de Abril de 2020 | Coimbra
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JOÃO PINHO

Quem acode ao Baixo Mondego?

21 de Fevereiro 2020

As violentas cheias de final de 2019 lançaram o caos no Baixo Mondego colocando em perigo pessoas e bens. Agora que os caudais estabilizaram, que janeiro foi quente e seco, e que o sol tem dado o ar de sua graça, parece que a normalidade regressou e que tudo está ultrapassado.

A realidade é, no entanto, bem diferente se vista à escala do nível microcosmo local: o canal central de rega está partido e os campos foram invadidos pela areia trazida pelo rio, sendo bem visíveis pelo território várias crateras.

Com as sementeiras à porta vislumbra-se, aparentemente, um problema grave para os agricultores do Baixo Mondego: podem não ter água suficiente para chegar a tempo aos blocos de rega que drenam para as diversas culturas (como o arroz); e, sem reabilitação e recuperação dos solos degradados ou impraticáveis, teremos quebras significativas de produtividade dada a área atingida.

Em face desta situação urge perguntar:

– Quando lança a APA o concurso de reabilitação do canal?

– Quais as datas concretas para a reparação das obras?

– Quais as medidas de compensação aos agricultores se é que estão previstas?

Perguntas a que urge dar resposta, sob pena de o ano ser terrível para a comunidade agrícola do Baixo Mondego que vai sofrendo no silêncio e na expectativa.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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