25 de Setembro de 2021 | Coimbra
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Projetos para troços urbanos do Metrobus prontos até outubro

1 de Março 2019

O Sistema de Mobilidade do Mondego deve estar concluído e testado em 2021, de forma a que a rede de Metrobus esteja a circular em pleno no ano seguinte. O projeto do troço suburbano está pronto e os troços urbanos de Coimbra devem estar concluídos um em maio e outro em outubro, segundo anunciou, anteontem, na Câmara de Coimbra, o presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), António Laranjo.

Durante a apresentação do Estudo Prévio do Sistema de Mobilidade do Mondego, nomeadamente dos troços “Portagem-Alto de S. João” e “Coimbra B-Portagem”, que decorreu num Salão Nobre completamente cheio, António Laranjo deu a conhecer o “ponto da situação” do projeto de ligação entre o Alto de S. João e Coimbra B, assegurando que os autocarros elétricos (designados como Metrobus) irão garantir “um serviço rápido, viável, moderno, acessível e confortável”.

Com uma extensão de 42 quilómetros e 42 paragens, o Sistema de Mobilidade do Mondego vai ligar Serpins a Coimbra. O projeto do troço suburbano, que ligará Serpins ao Alto de S. João, já está concluído, tendo sido lançado o concurso público da empreitada a 4 de fevereiro. António Laranjo anunciou agora que o projeto do troço urbano que vai ligar o Alto de S. João à Baixa da cidade deve estar concluído em maio, demorando o projeto da Linha do Hospital mais alguns meses, prevendo-se a sua conclusão em outubro.

O presidente da IP sublinhou que “o objetivo dos traçados é servir o maior número possível de pessoas”, prevendo-se que, em todo o circuito, este Sistema de Mobilidade sirva “14 milhões de passageiros por ano”, através de “uma frota de 35 viaturas elétricas que podem ou não ser articuladas”. O projeto contempla ainda uma variante pela zona da Solum, procurando dar assim resposta aos equipamentos escolares e comerciais ali existentes. Implica também a desativação da Estação de Coimbra A, cujos serviços serão todos transferidos para a Estação de Coimbra B que, de acordo com o presidente da IP, “será um importante complexo intermodal de ligação aos transportes públicos e veículos privados”. Por definir está ainda a questão da passagem pelo Pediátrico.

No troço urbano, a circulação far-se-á numa via dupla, com cerca de 12 quilómetros de extensão, numa velocidade máxima de 50 quilómetros por hora. No troço suburbano, os autocarros elétricos irão circular no antigo canal do comboio. Haverá uma via única, com cerca de 30 quilómetros, onde não se poderá ultrapassar os 60 quilómetros por hora.

António Laranjo sublinhou que os prazos estão a ser “escrupulosamente” cumpridos e estima que “todos os trabalhos terminem em 2021”, de forma a que 2022 marque “o início da totalidade do funcionamento do Sistema de Mobilidade do Mondego”. Admitiu que esta linha suburbana “é a que mais dificuldades traz” e que “mais testes” exige. “Temos que a terminar antes para trabalhar nela”, sublinhou, garantindo que todo o sistema será testado antes de entrar em pleno funcionamento.

Com um investimento previsto de 85 milhões de euros, este projeto conta com apoio de fundos europeus em 50 milhões, no âmbito do Portugal 2020. Recorde-se que o Sistema de Mobilidade do Mondego vai servir as populações dos concelhos de Lousã, Miranda do Corvo (representados nesta sessão pelos seus presidentes Luís Antunes e Miguel Baptista) e Coimbra, que estão há cerca de 10 anos privadas do Ramal da Lousã, uma linha onde circularam comboios durante mais de 100 anos.

Durante a sessão, o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, recordou que este processo se arrasta há vários anos mas considera que agora é tempo de pôr “mãos à obra” e “preparar a parte final”, defendendo que estão reunidas condições para não haver recuos.

“O que pretendemos é criar toda a infraestrutura para o Sistema de Mobilidade do Mondego poder transportar pessoas, incluindo aquisição de veículos, bilhética e a intermodalidade que é essencial para a funcionalidade do sistema”, assegurou. Quanto à gestão do Sistema, entende que essa questão fica para depois do projeto realizado, adiantando, contudo, que a Câmara está “disponível para qualquer solução desde que não passe por, mais uma vez, adiar soluções”.

O autarca manifestou ainda alguma preocupação com a ligação da Via Central à Rua da Sofia, considerando que compete ao Governo “resolver a questão da autorização para o desmonte dos dois edifícios” que estão a bloquear a ligação. “Sem isso o serviço não pode ser prestado até à zona dos Hospitais e toda esta zona central fica comprometida. Como isso é determinante não há tempo a perder”, sublinhou.


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