6 de Maio de 2021 | Coimbra
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Projeto piloto da “Cavalo Azul” promove vida independente

15 de Fevereiro 2019

A “Cavalo Azul” – Associação de Famílias Solidárias com a Deficiência (AFSD) apresentou, na segunda feira, um projeto piloto de assistência pessoal, através do qual vai poder apoiar 25 pessoas no dia a dia, garantindo-lhes uma vida independente, através do acompanhamento de um assistente pessoal que irá ajudá-las naquilo que necessitarem.

Através da implementação do CAVI – Centro de Apoio à Vida Independente, esta instituição sediada em Marco dos Pereiros, na União de Freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, vai poder apoiar 25 pessoas com deficiência e/ou incapacidade, disponibilizando um total de cerca de 42.000 horas de assistência pessoal por ano.

Com sede nas instalações da “Cavalo Azul” e coordenado por Janine Martins, Luís Silva e Patrícia Caldas, o CAVI aposta num modelo de apoio à vida independente que, como realça Janine Martins, “preconiza que a pessoa esteja no seu contexto de vida, tenha as suas atividades próprias e veja as suas necessidades supridas por um assistente pessoal”.

Este projeto inovador tem sempre como foco principal a pessoa e as suas necessidades, procurando “combater os problemas da inclusão das pessoas com deficiência ou incapacidade em Coimbra, na região Centro e em Portugal, possibilitando-lhes exercer todos os diretos fundamentais de cidadania e, acima de tudo, de acordo com as escolhas por si efetuadas e/ou com o apoio dos seus responsáveis”.

Janine Martins explica que os “beneficiários são sempre utentes externos à ‘Cavalo Azul’”, funcionando o CAVI como um complemento às suas respostas sociais, nomeadamente o centro de atividades ocupacionais e o lar residencial. O beneficiário vai manter-se na sua casa, onde vai contar com o apoio de um assistente, selecionado por si, que o vai acompanhar e ajudar nas atividades que necessita, desde as mais básicas como cuidados pessoais e de higiene a outros apoios, como deslocações, ensino, cultura, desporto, lazer, entre outras atividades do dia a dia para as quais precise de ajuda.

“É a própria pessoa com incapacidade que vai solicitar a ajuda e o assistente pessoal é escolhido por si ou pelo seu representante legal, caso a pessoa não tenha autonomia para o fazer. Nós podemos apoiar através do recrutamento e seleção, mas o assistente pessoal é sempre escolhido pela pessoa. Neste projeto é o utente que escolhe tudo, quem o acompanha, quantas horas precisa, para que atividades…”, realça a diretora técnica do CAVI. Janine Martins reforça, ainda, que, neste processo, “é sempre a pessoa que tem o poder de decisão, do princípio ao fim”.

O CAVI “Cavalo Azul” foi lançado na segunda feira e conta já com 17 inscrições, registando-se “pedidos diários”. O projeto deverá arrancar assim com um número muito próximo do limite máximo de 25 utentes (mínimo 20), depois da formação obrigatória, de 50 horas iniciais, às pessoas que irão assegurar a assistência pessoal.

O CAVI “Cavalo Azul” vai ser cofinanciado pelo POISE (Programa Operacional Inclusão Social e Emprego), Portugal2020 e União Europeia através do FSE (Fundo Social Europeu), tendo destinada uma verba de 1,38 milhões de euros para três anos.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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