26 de Junho de 2022 | Coimbra
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Presidente de Ceira ambiciona melhor qualidade de vida para a sua freguesia

20 de Maio 2022

Fernando Santos, que preside há nove anos a Junta de Ceira, foi reeleito nas últimas eleições autárquicas e espera que no final deste último mandato consiga ouvir por parte dos cidadãos uma palavra de satisfação com os contínuos melhoramentos que pretende fazer na freguesia.

Como tem sido este período à frente da Freguesia de Ceira?

Este mandato, que começou agora, vai ser o último da minha parte e prevê-se que seja um mandato diferente dos outros e por isso a concretização de algumas obras que foram sendo pensadas, ao longo destes nove anos, tenciono que sejam concretizadas.

O que é que tem neste momento em mãos?

A inauguração do Jardim Infantil de Ceira, que era o sonho da freguesia, pois devíamos ser das únicas do concelho em que não existia essa infraestrutura. A abertura de uma praça, que inicialmente será denominada de Praça Central de Ceira, é um sonho com cerca de 50 anos e espero que seja concretizado a partir de meados do mês de setembro.

Até agora quais foram as principais intervenções que foram efetuadas?

Se falarmos no mandato total temos muitas obras feitas, se falarmos deste em particular, ainda é muito recente, e não está nada concluído, a não ser as obras mais gerais.

As principais intervenções foram a conclusão de projetos essenciais como a casa mortuária, a ampliação do cemitério, a abertura de algumas vias e a melhoria de outras. De uma forma geral, a Vila de Ceira, que teve uns anos parada, mas com a ajuda da Câmara conseguiu devolver a dignidade à freguesia.

Qual é o grande projeto que defende para o futuro?

O grande projeto, que é o mesmo de modo geral em todas as freguesias, é ter a possibilidade de fazer o seu percurso, as suas obras, as suas ambições de forma descentralizada, para não dependermos de terceiros para a concretização destes projetos. Esse é o grande objetivo meu e, certamente, dos meus colegas neste ramo.

Tendo em conta que a descentralização do governo central já passou para as câmaras, esperamos que possa continuar da mesma forma, das autarquias para as freguesias, de forma célere. Porque repare, todos os projetos, sejam de pequena ou grande dimensão de todas as freguesias, seja a nível social e educativo, seriam mais bem tratados e mais próximos dos fregueses se tivéssemos essa possibilidade de sermos nós de alguma forma a coordená-los e a poder concretizá-los de uma forma mais célere e económica.

Como tem sido a relação com o Município?

Isso é uma resposta que eu tenho algumas dificuldades em responder por várias razões, porque o Executivo tomou posse há pouco tempo e eu presumo que essa mudança não se reflita na nossa ligação com a Câmara. Mas também é cedo para tirar grandes conclusões.

Não se pode dizer que haja uma comunicação direta, mas as coisas ainda estão a ser reorganizadas e, ainda, não tivemos uma reunião com o presidente da autarquia de Coimbra, José Manuel Silva. Apesar de já ter dito que a iria fazer, ainda não se concretizou. Esperemos que ocorra em breve.

Quais são referências que destaca na freguesia a nível de património?

Nós somos uma freguesia periférica, que é metade urbana e metade rural, portanto tudo o que é suburbano sofre com o centralismo, mas quem vier a Ceira tem sempre à disposição uma boa gastronomia, uma baixa associativa, as paisagens, os trilhos e o Rio Ceira, que estamos à espera de um projeto para que seja tratado devidamente.


A nível de turismo há alguma procura?

Já há algum alojamento local sim, existe um projeto para uma praia fluvial no Rio Ceira deste Executivo Camarário, e espero que seja concretizado. Em termos de monumentos, temos essencialmente a igreja matriz. Não há um local propriamente turístico, a não ser o património associativo e natural.

O que os fregueses podem esperar da Festa de Freguesia que está de regresso, após dois anos de interregno?

A divulgação já começou na quarta-feira e a “Ceirarte” (nome do certame), que vai de 15 a 19 de junho, é a 39ª edição da Feira de Gastronomia e Artesanato. Vamos ter a maior feira, já temos um número elevado de inscrições, com cerca de 50 stands, entre eles os setores empresariais, artesãos e continuação dos cursos socioculturais.

Qual é a sua maior ambição como presidente?

A minha maior ambição é deixar um legado na qualidade de vida das pessoas, em todas as vertentes, sociais, acesso, limpeza, do melhoramento do património habitacional, em que no final dos três mandatos o balanço seja positivo e que possam dizer que estão melhor hoje que há 12 anos.

Quer deixar alguma mensagem aos fregueses?
A mensagem que quero deixar é de esperança em melhores dias. Nós estamos num panorama complicado, saímos de uma pandemia, agora estamos numa crise económica e isto não é fácil para todos nós. No que toca à freguesia prevejo que as pessoas num futuro próximo possam precisar cada vez mais da freguesia e da Câmara, para dar todo o apoio, essencialmente na vertente social.


  • Diretora: Lina Maria Vinhal

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