16 de Setembro de 2021 | Coimbra
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MANUEL BONTEMPO

Postal Ilustrado

25 de Outubro 2019

O crime tem atingido neste país, por regra, proporções elevadas e imensamente perigosas.

E está em toda a atmosfera social, política, civil e até militar que deixa o homem de bom senso e vertical na sua honestidade atónito!

O dinheiro ilegítimo, o suborno, a chantagem, as negociatas, o tráfico de influências, a posição social favorece o mal criminal, não só os agentes malfeitores de incapacidade mental, mas, sobretudo, os inteligentes do crime e figuras investidas em altos cargos que roubam em pleno descaramento o que pertence a outros ou ao Estado.

Nem todos os crimes são do foro psíquico, mas antes de indivíduos criminosos natos que andam pelo Estado, pela coisa pública com hábitos adquiridos, mórbidos, que muitas vezes ficam por esclarecer pela discrepância ou a exegese dos textos da lei.

Vive-se, em resumo, por certas alturas, períodos conturbados, de mal estar social, em que o crime se escreve em todos os capítulos.

A virtude da justiça estabelece-se sobre uma relação do imediato, da honestidade em julgar, sem delongas, com a relação de proximidade no tempo e no espaço, ou seja, pela instituição do Direito, não ferindo o lesado mas punindo o criminoso, no adágio latim: “suum cuique tribuere”, a cada qual o que é seu.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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