23 de Setembro de 2021 | Coimbra
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MANUEL BONTEMPO

Postal Ilustrado

26 de Julho 2019

Há imaginação para tudo. E há uma espécie de razão analítica que fornece à pessoa o senso ou uma conduta de ser cada um o senhor da verdade.

É, talvez, um anti-intelectualismo em voga dos oradores ou comentaristas que enchem as televisões e quejandos.

E todos nós observamos no dia a dia gente que se desdobra em mil vénias para ter um lugar ao sol. Curvam-se para obter uma posição mesmo efémera, de circunstância com o seu nome bem parecido no cartaz na montra das notícias.

Assim também nas artes, na cultura mas, sobretudo, na política deste reino…

No fundo muitos andrógenos a tomarem um lugar de relevo de primeira página. Burlescos pela afetação suficiente de fulgarem saber tudo e pela exigência bizantina de uma falsa postura cultural e cívica procede o snob à invasão de campos éticos que lhe são vedados pela incompetência.

Entretanto são tolerados e até bem vistos na função de fazer rir o mais sisudo.

Se Littré definia o snob como o estado de homem que admira servilmente as coisas mais vulgares, há quem afirme, o que está certo, na equivalência entre o snob e o sapateiro, tão bem consubstanciado entre o povo e o prolóquio: “Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão”.

A propósito houve artistas sublimes mormente na música que mexeram com mestria na arte de fazer sapatos.

Compositores de música clássica, imortais.

Aliás foi uma propensão nos séculos XVIII e XIX.

A humildade é precisa ao saber.


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