27 de Outubro de 2021 | Coimbra
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Orgulho e emoção nos 110 anos do Sport Club Conimbricense

7 de Fevereiro 2020

O Pavilhão da Palmeira “vestiu-se” de gala para comemorar, na segunda feira, os 110 anos do Sport Club Conimbricense. Direção, atletas, dirigentes, associados e muitos amigos juntaram-se nesta noite de festa, para celebrar a longevidade deste clube que tanto honra Coimbra e o desporto e para recordar a sua história, feita de muitas lutas e de tantas e tantas glórias.

Para Carlos Ferreira, presidente do clube, este foi, de facto, um momento de emoção e celebração. “São 110 anos de uma longa e boa história e, por vezes, o coração manda mais do que a razão e deixa-nos sem palavras para fazer jus àquilo que o Sport, os sócios, os atletas e os amigos do clube merecem”, sublinhou o presidente, assegurando que o Sport chega a esta bela idade cheio de dinamismo e com muita vontade de continuar a desbravar caminho.

Apesar do momento de festa, assume que tem uma “grande mágoa por, até ao momento, não ter conseguido entrar na construção do novo pavilhão”, que permita ao clube “ter mais modalidades” que o atual não suporta. O “velhinho” Pavilhão da Palmeira, construído em 1960, continua cheio de vida e será sempre a eterna “casa do Sport”. Há, contudo, necessidade de expandir o clube e, para tal, a Direção continua a defender como urgente a construção do novo pavilhão.

“Jamais perderemos o Pavilhão da Palmeira, até porque está num sítio bem localizado e faz falta à Baixa da cidade que já está tão desertificada”, realça Carlos Ferreira, manifestando o desejo de trazer mais jovens para o clube. Recorda também as suas origens, quando foi fundado por um grupo de comerciantes da Baixa, bem como a época em que o campo da Palmeira deu lugar ao pavilhão, há 60 anos, “numa altura em que a cidade fervilhava de gente, o comércio funcionava e as casas estavam todas ocupadas”.

Hoje a realidade é outra mas o Sport Club Conimbricense mantém-se vivo, com o pavilhão a manter diariamente uma grande dinâmica, sobretudo a nível desportivo mas também a nível social. Carlos Ferreira deixa o convite a todos para que visitem o Bar 1919, reativado há alguns meses e que está bastante acolhedor e atrativo.

Desafia também a comunidade a conhecer a história do clube, através das fotos e dos troféus conquistados. Estas preciosidades foram, aliás, uma das atrações desta noite de festa, já que, ao percorrerem a passadeira vermelha que conduzia ao interior do pavilhão, todos puderam apreciar a galeria que adornava as paredes, numa exposição recheada de “história e saudade” que, como explica o presidente, procurou “homenagear algumas pessoas que marcaram a história do Sport”. Carlos Ferreira lembra, também, que essas fotografias, bem como os troféus, podem ser apreciados diariamente no Bar 1919, onde estão habitualmente em exposição.

Futuro traz novos desafios

De olhos postos no futuro, o presidente promete, em nome da Direção, continuar a “lutar humildemente no dia a dia” para levar ainda mais longe o nome desta coletividade. “Não somos um clube endinheirado mas também não temos dívidas”, esclarece, convicto de que “cada passo não pode ser maior do que a perna” e de que as mudanças sociais exigem novos desafios. “Hoje sabemos que o associativismo tem algumas lacunas, as pessoas dissociaram-se, as novas tecnologias ‘roubaram’ os jovens para outros sítios, temos cerca de 500 sócios mas são poucos os que pagam, apesar da cota baixa (12 euros por ano)”, explica. Esta realidade obriga a novas medidas e, no caso do Sport, passam pela aposta na formação e em novas modalidades.

Mas, para que tal seja possível, é importante o tão desejado novo pavilhão, onde se possam realizar as competições, ficando o da Palmeira mais direcionado para a formação, para a captação de novos atletas e para esta parte social que tão importante também é para a vida do clube.

Presente nas celebrações, o vice-presidente e vereador do Desporto da Câmara de Coimbra, Carlos Cidade, mostrou que conhece bem a história do Sport que, tanto do ponto de vista desportivo como social, é “uma coletividade de referência de Coimbra”. Afirmou que a autarquia está cá “para o apoiar nos desafios que tiver pela frente”, consciente da dinâmica que mantém e que ‘empresta’ à própria Baixa. Contudo, sobre o novo pavilhão pouco há ainda a adiantar. Lembrou que a União Europeia, no âmbito do programa comunitário 2020, decidiu não dar “qualquer tipo de apoio” para infraestruturas desportivas. Já a autarquia de Coimbra, por proposta sua, criou no ano passado um regulamento municipal, onde disponibiliza meio milhão de euros para a reabilitação de infraestruturas desportivas. O período de candidaturas para este ano está a decorrer até ao final do mês e as coletividades podem candidatar-se. “Se o Sport assim o entender naturalmente que será analisado”, afirmou. Quanto à construção do novo pavilhão, previsto para o Planalto do Ingote, admite que “será uma possibilidade desde que haja fundos comunitários para a sua concretização”.

O orgulho do sócio n.º 1

O sócio n.º 1, José da Costa, não podia faltar a esta celebração. O proprietário da Ourivesaria Costa mostrou-se encantado com o cenário festivo do pavilhão nesta noite de tantas emoções. Recordou a história da coletividade, onde chegou “relativamente novo”, primeiro como atleta, depois como treinador, tendo assistido a todas as suas transformações, do campo de terra batida à construção do pavilhão atual, resultado do esforço e luta de muitos, numa altura em que ninguém sonhava com fundos europeus.

Ver o clube celebrar 110 anos é, portanto, um momento de enorme orgulho para si mas também para todos os outros que acompanham a vida da coletividade.

Esta efeméride foi marcada pelo descerrar de uma lápide comemorativa, seguindo-se o jantar com animação. A noite continuou depois com a homenagem a alguns sócios, atletas, dirigentes e a algumas entidades que tem marcado a vida do Sport.


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