17 de Abril de 2024 | Coimbra
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Paulo Ilharco

OBRA-PRIMA

3 de Fevereiro 2023

 

Mesmo que decepassem minhas mãos,

Eu continuaria a versejar,

Que os sonhos não são tímidos nem vãos

E a voz da mente a dor d’ imaginar.

 

Mesmo que fossem loucos os mais sãos,

Eu teria nos olhos o luar,

Que os Vates – esses – são de Deus irmãos

E as palavras o Céu de outro Lugar.

 

Mesmo que o dom se dissipasse em pó,

Eu ficaria acompanhado e só

Nos arcanos cantados sempre a esmo.

 

Mesmo que colorissem breu em mim,

Eu escreveria a intensa Luz no fim,

A obra-prima: o Infinito mesmo!

 

 

31/12/2022                A todos os Leitores que,

mais que os versos, leem o próprio autor.

 


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