24 de Fevereiro de 2024 | Coimbra
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António Inácio Nogueira

O Milagre das Rosas

15 de Setembro 2023

I

Ofereceram-me um quadro, são rosas

Vermelhas, sarapintadas, apaixonadas,

Incrustadas e alimentadas num inebriante campo verdejante.

O pintor entranhou tudo num jarro cativante,

De castanho matizado, flamejante.

II

Uma rosa representa paixão,

Tantas rosas, o meu vadio coração.

De uma delas, retiro pétalas p`ra cobrir o chão,

N`outra … nela disfarço a solidão!

Tao fortes, caprichosas todas, por isso, a minha emoção.

III

Dou estas rosas à Santa da Cidade,

Com propósito de agradecida humildade.

Ela sorri, jubilosa, Santa Isabel de Coimbra,

Que Sempre foi e é ainda.

No seu imaginoso regaço, aí recolhidas,

As rosas transforma em pão.

P´ra dar a tantos pobres que a rodeando estão.

Milagre, milagre, milagre, grita toda a população!

 

IV

Ó rosas vermelhas!…

Ó sonhos, sonhos, sonhos,

Quão efémeros hoje estais.

Longe da vida difícil e dos portais,

Dos quintais,

Onde floresce a vida virtual.

(Ao Dr. Américo Petim ofereço estes versos, reconhecendo a sua arte).

 

São Rosas Ou O Pão Dos Pobres, Rainha?


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