29 de Novembro de 2021 | Coimbra
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SANSÃO COELHO

“O Figueirense”, mais um jornal centenário

21 de Junho 2019

Aqui ao lado, na vizinha Figueira da Foz, por onde vou passando também alguns dos meus dias (estes últimos tocados a chuva) o jornal O FIGUEIRENSE acaba de assinalar CEM ANOS DE EXISTÊNCIA. As FESTAS de SÃO JOÃO que levam a cidade a usufruir já na segunda feira do seu feriado municipal (24 junho) são ampliadas com esta linda efeméride: O jornal O FIGUEIRENSE, atualmente sob a direção do Dr. ANTÓNIO JORGE LÉ, mais em online do que em suporte papel, continua a sua existência ao serviço de uma cidade e de uma vasta região: a do Baixo Mondego. O FIGUEIRENSE é hoje um repositório do último século de vida da Figueira. Quem desejar fazer a história da cidade, da sua população e da zona envolvente terá, forçosamente, de desfolhar as páginas amarelecidas em arquivo deste jornal. Envio um abraço aos principais mentores do atual projeto, Drs. FERNANDO MATOS e ANTÓNIO JORGE LÉ, pela efeméride com a qual me congratulo e creio que o posso e devo fazer também em nome deste mais do que centenário jornal conimbricense O DESPERTAR. Estamos agora irmanados até nesta singularidade que é SERMOS JORNAIS CENTENÁRIOS. Ainda privei com o jornalista ANÍBAL DE MATOS, jornalista e tipógrafo, um pilar inesquecível deste jornal que hoje recordamos com saudade enviando também um abraço a seu filho, Aníbal José de Matos.

CD “Portefólio” de Diogo Mendes: muito bom

O que podia surgir como uma “salada de frutas” é um trabalho muito bom, e coeso, em disco-compacto, do guitarrista DIOGO MENDES. Intitula-se PORTEFÓLIO e revela-nos um projeto atraente, fresco, bem conseguido, cruzando o fado e a canção de Coimbra com o fado de Lisboa, ou melhor, misturam-se géneros filhos dos mesmos pais a quem não escapa o cante alentejano. Ricardo Silva fala com pertinência no ECLETISMO da guitarra e nós acrescentamos à guitarra o alinhamento temático. Vários participantes integram este CD donde se destacam a ESTUDANTINA UNIVERSITÁRIA DE COIMBRA, os AMANHECER, os ALENTEJO CANTADO, LUÍS PEIXOTO, os guitarristas RICARDO SILVA e RICARDO ARAÚJO e os cantores TIAGO NOGUEIRA e RICARDO LIZ (d´OS QUATRO E MEIA), MAFALDA DUARTE, SÉRGIO PEREIRA e a ex-concorrente do The Voice, SORAIA CARDOSO. O fio condutor é a guitarra dedilhada com mestria por DIOGO MENDES. Natural de TÁBUA, DIOGO MENDES aprendeu a tocar guitarra aos nove anos influenciado pelo pai de quem herdou o gosto; e trocou, pouco depois, o rock pela guitarra portuguesa na secção de fado da Académica na qual foi seccionista/dirigente. Aprendeu com grandes mestres vivos e honra, neste trabalho, outros mestres que já não estão entre nós proporcionando, por exemplo, uma reinterpretação gira da VALSA PARA UM TEMPO QUE PASSOU dos Drs. PINHO BROJO E ANTÓNIO PORTUGAL. Todo o CD é para ouvir de uma ponta a outra até acabar na canção COIMBRA e depois recomendar aos amigos porque DIOGO MENDES tem sangue na guelra e guitarra na alma: é um talento enorme na guitarra portuguesa ao estilo de Coimbra. A CANÇÃO DE COIMBRA ou DE MATRIZ COIMBRÃ terá de se regozijar com este trabalho. O FADO EM COIMBRA E DE COIMBRA vai ser um foco de rendimento para esta geração assim saibam continuar a apostar na qualidade e a fidelizarem-se em relação à matriz. Parabéns ao DIOGO MENDES e a todos os que o acompanham neste PORTEFÓLIO: que bela coleção de trabalhos. Um portfólio de excelência.

Aos Leitores desejo um BOM VERÃO. Começa hoje à tarde…no calendário.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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