17 de Novembro de 2019 | Coimbra
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“O Despertar”: Jornais centenários em exposição no Brasil

31 de Outubro 2019

“O Despertar” é um dos 52 títulos que integra uma exposição conjunta de jornais centenários portugueses e brasileiros que se encontra patente, até 17 de novembro, na Galeria Baobá, Campus Casa Forte da Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, Brasil.

Intitulada “Jornais Centenários do Brasil e Portugal: um legado cultural”, esta exposição junta mais de 50 títulos que são publicados de forma ininterrupta há mais de um século, em ambos os países. Promovida pela Associação Portuguesa de Imprensa (API), em parceria com a Associação da Imprensa de Pernambuco (AIP) e com o apoio do Real Hospital Português e Fundação Joaquim Nabuco, a mostra apresenta, no total, 34 jornais portugueses e 18 brasileiros.

O presidente da API, João Palmeiro, lembra que, tendo em conta a importância histórica destes jornais”, a associação pretende “candidatá-los a Memória do Mundo”, um “programa da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) para os documentos”, uma candidatura que espera possa envolver as comissões nacionais da UNESCO dos dois países, Portugal e Brasil, mas também, se possível, da vizinha Espanha. Manifestou ainda o desejo de que, “dentro de muito pouco tempo, a UNESCO possa reconhecer este acervo dos jornais centenários.

O responsável pela AIP, Múcio Aguiar, destacou, por sua vez, o pioneirismo e importância deste evento. “Fazer uma exposição com tamanha representatividade, com jornais vivos e impressos, é algo que nunca foi realizado em nenhum canto do mundo e isso enche-nos de orgulho”, disse.

Nascido a 2 de março de 1917, “O Despertar” é um dos jornais centenários que integra este grupo. Apresentou-se a Coimbra como “um modesto Jornal de província”, que prometia empenhar “o melhor dos seus esforços” pelo bem da cidade, e assim se mantém até à atualidade. A caminho dos 103 anos, “O Despertar” acompanhou, ao longo de todos estes anos, alguns dos períodos mais conturbados da nossa História, desde a revolução russa à implementação do Estado Novo, da primeira à segunda Guerra Mundial, passando pela Guerra Civil de Espanha e a Independência do então território ultramarino português. Teve intervenção, de aplauso ou discordância, em todas as grandes questões que foram surgindo na vida pública de Coimbra, rejeitando desde o início o conforto da indiferença pelo destino coletivo das gentes coimbrãs. Há mais de uma década, integra o Grupo Media Centro, projeto editorial liderado pelo jornalista Lino Vinhal e totalmente dedicado à comunicação social regional.


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