17 de Novembro de 2019 | Coimbra
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Novo livro de Francisco Andrade perpetua memória de Santo António

8 de Novembro 2019

Francisco Andrade, grande defensor de Santo António, apresenta amanhã, às 15h00, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra, um novo livro em que reforça e valoriza a importância que Coimbra e Santo António dos Olivais tiveram na vida de Santo António.

Com o título “Em 2020 faz oitocentos anos que Santo António entrou nos Olivais e os mártires de Marrocos chegaram a Coimbra”, esta é a segunda obra que Francisco Andrade dedica a este Santo que, como recorda, “sempre o acompanhou ao longo da vida”, no pensamento mas também através de uma imagem que leva sempre consigo.

A dedicação do autor, que é também presidente da Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais, vai muito para além da fé e é isso mesmo que pretende “reivindicar” neste livro que resulta de “um aprofundamento” que tem vindo a fazer há longos anos sobre a caminhada que Santo António iniciou em Coimbra. Recorda que chegou à cidade como Fernando de Bulhões onde, inspirado pelo exemplo de humildade, devoção e pobreza dos franciscanos  questionou a sua vocação, abdicando da vida faustosa que tinha no Mosteiro de Santa Cruz e mudando-se para o pequeno eremitério de Santo Antão, que havia sido doado aos franciscanos por Dona Urraca, precisamente onde é hoje a Igreja de Santo António dos Olivais. Foi aí, num ambiente de pobreza, que Fernando de Bulhões iniciou uma nova vida, mudando o seu nome para António e preparando-se para iniciar a sua missão de evangelização no norte de África.

É este, no fundo, “o ponto fulcral” do livro de Francisco Andrade. O autor realça que conta nesta obra todo o percurso de Santo António, focando-se não só nas vivências de fé que teve na cidade mas também na longa caminhada que fez depois pelo mundo.

Mais do que falar nos feitos deste santo, Francisco Andrade quer fazer-lhe justiça e honrar a sua memória nesta cidade. “Vejo muitas terras a quererem chamar de seu Santo António por razões pequenas e nós, que temos o privilégio de ter sido aqui o início do seu caminho para Santo, de toda a sua preparação para que pudesse vir a ser Santo, abdicamos disto”, lamenta, considerando que é uma “missão” sua “não permitir que sejamos ingratos e injustos para quem nos deu a honra” de iniciar na Freguesia de Santo António dos Olivais a sua caminhada para santo.

Antoniano convicto, Francisco Andrade sublinha que o facto de presidir aos destinos desta freguesia em nada muda a sua luta, uma “luta de fé” marcada também por um sentimento de “revolta” perante um “silêncio ensurdecedor” sobre factos históricos que evidenciam bem a importância que Coimbra teve na vida de Santo António mas que, por razões que não entende, “ninguém parece querer falar”.

Lembra que, ao longo de todo o ano, chegam à Igreja dos Olivais pessoas de vários países para visitar o templo. “O que é que eles sabem que nós não sabemos”, questiona, assumindo uma grande revolta por ver outros a virem de longe para homenagearem Santo António, enquanto que quem cá está “não o valoriza e não conhece aquilo por que passou em Coimbra”.

O livro surge, assim, como “uma forma de perpetuar” a memória de Santo António. “Conhecendo a realidade, não podemos cair no erro de não a alimentarmos. Isto é o mesmo do que ter um filho, ele sair de perto de nós e a partir dessa altura o ignorarmos”, frisa.

Esta vai ser, portanto, uma missão que o autor vai continuar a abraçar ao longo da vida. Aos 79 anos, Francisco Andrade diz que a imagem de Santo António o acompanha desde que se lembra.

É também essa dedicação por este santo que faz deste um livro “especial e original”, como escreve no prefácio Manuel Costa Andrade, presidente do Tribunal Constitucional, uma obra que tem duas linhas orientadoras, Santo António e Coimbra, e, ainda, “particularmente a colina sagrada onde se ergue a Igreja e se perpetua a memória do mais português dos santos”.

Costa Andrade convida o leitor a “ler e viver este livro em comunhão com o espírito de quem o escreveu: um espírito de recuperação e preservação da memória de Coimbra e de Santo António e de exaltação e missionação dos seus valores e interesses, particularmente na direção do futuro”. Realça ainda que Coimbra e Santo António são “duas realidades que, na visão e na vivência de Francisco Andrade, são apenas uma só vocação e um só destino”, como “se de uma só e mesma coisa se tratasse”.


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