24 de Junho de 2021 | Coimbra
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JOÃO PINHO

Nota de Rodapé

26 de Outubro 2018

Biblioteca Municipal de Coimbra – Revolução Tecnológica K.O.

O mundo vive em plena época digital, sofrendo os efeitos, positivos e negativos, nas continuidades e disrupções, daquilo que se vai definindo como a 4.ª revolução industrial ou tecnológica. De facto, desde 2010 que assistimos ao primado dos sistemas: ciberfisicos, digitais e informáticos.

Mas Coimbra teima em ser diferente. Apesar do dístico do “Conhecimento”, a verdade é que a cidade apresenta inúmeras fragilidades tecnológicas. A este propósito é bem eloquente o que se passa na Biblioteca Municipal de Coimbra, sita na Casa da Cultura.

Refiro-me à plataforma de consulta de livros e imagens online, há várias semanas offline, ou seja: a rede está inacessível, por qualquer falha no sistema cujos verdadeiros motivos só os deuses da informática conhecem – prejudicando assim quem necessita de pesquisar, referenciar, produzir conhecimento.

Os utilizadores, como eu e outros, regulares ou episódicos, vão desesperando, uns mais do que outros é certo. Alguns, mais irascíveis até têm reclamado, mas tarda uma comunicação oficial ou oficiosa que não se restrinja à simpatia dos funcionários, também eles com acesso condicionado à base de dados via intranet. Resta, pois, um regresso ao passado, muitíssimo vagaroso, através da consulta de ficheiros manuais ou fazendo fila à espera do milagre que uma ou outra funcionária mais zelosa consiga operar.

A revolução tecnológica na Biblioteca Municipal está assim no modus K.O. À deriva, sem hora para renascer ou ressurgir, contrariando as exigências do mundo atual. Como pessoa de fé que sou acredito, piamente, que alguma alma mais caridosa ou interessada no bom funcionamento da imensa máquina da cultura municipal venha a resolver a situação. Obviamente que não resulta de desleixo, de desinteresse, do deixa a andar. Também não será fruto do pouco que fazer, da hierarquização das funções, da excessiva burocracia, incapacidade de liderança ou desconhecimento profundo de quem manda e desmanda. Não! São coisas que acontecem no quintal de “nós por cá”.

No entanto, se o estado de coisas se mantiver teremos de considerar o auxílio de Luís de Matos, o nosso mágico de serviço. Talvez ele consiga, naqueles seus hábeis números de ilusionismo, colocar o sistema a funcionar. Coisa de somenos para quem se abalançou a coordenar um movimento pendular que deseja fazer de Coimbra Capital Europeia da Cultura em 2027.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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