No âmbito dos estudos realizados pela Infraestruturas de Portugal (IP) para a construção da nova linha de Alta Velocidade entre Porto e Lisboa, foi decidido que Coimbra vai dispor deste serviço diretamente na Estação de Coimbra B. Esta será, assim, objeto “de uma requalificação profunda”, no sentido de “melhorar a qualidade dos serviços oferecidos e de reforçar a sua centralidade, que passa a ter um caráter multimodal, agregando várias valências”. “Constituir-se-á como o centro de um novo polo de atividade social e económica da cidade”, explica a informação dos serviços municipais.
Para tal, o Município de Coimbra e a IP celebraram um protocolo de cooperação para a elaboração de estudos para o Plano de Pormenor da Estação de Coimbra B. Assim, para enquadrar o desenvolvimento urbanístico decorrente das novas funções de Coimbra B, considerou-se que o instrumento de planeamento mais adequado “corresponde à figura de plano de pormenor”, uma vez que este “desenvolve e concretiza em detalhe as propostas de ocupação de qualquer área do território municipal, estabelecendo regras sobre a implantação das infraestruturas e o desenho dos espaços de utilização coletiva, a volumetria e as regras para a edificação e a disciplina da sua integração na paisagem, a localização e a inserção urbanística dos equipamentos de utilização coletiva e a organização espacial das demais atividades de interesse geral”.
Este plano de pormenor (PP) constitui “uma evolução dos estudos desenvolvidos em 2011 em parceria com a ex-Rede Ferroviária Nacional, com a ex-Rede de Alta Velocidade e com o Município para a elaboração do Plano de Urbanização da Entrada Poente e Nova Estação Central de Coimbra”, que “nunca se concretizou e foi abandonado nos dois últimos mandatos”, acusa a autarquia.
Todavia, o presente protocolo “pretende recuperar essa discussão fundamental”. “A área abrangida pelo PP corresponde à zona de intervenção do projeto de construção da Estação de Coimbra B e respetiva zona envolvente, num total de 143 hectares”. “Os estudos a realizar incluem também uma reflexão geral sobre um perímetro mais alargado (273 hectares) para garantir a correta articulação das medidas do PP com o tecido urbano adjacente”, explica.