1 de Dezembro de 2021 | Coimbra
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Mosteiro de Lorvão adapta-se para promover turismo

21 de Dezembro 2018

O Governo quer transformar as alas do Mosteiro de Lorvão, no concelho de Penacova, numa unidade hoteleira, com 90 quartos, no âmbito do programa REVIVE – Reabilitação, Património e Turismo. O concurso público internacional para a concessão, a decorrer até 8 de maio de 2019, foi lançado na terça feira, procurando-se agora potenciais investidores privados.

Durante a sessão, que decorreu no próprio Mosteiro, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, salientou que se trata de “uma oportunidade única para atrair investidores”. De acordo com a representante do Governo, os privados, ao assumirem a gestão de parte do imóvel medieval, são desafiados a “reinventarem o uso deste espaço” por um período de 50 anos.

A secretária de Estado da Cultura, Ângela Ferreira, sublinhou, por sua vez, que “fazer reviver este património é essencial tanto para os residentes de Lorvão como para todos os cidadãos de Portugal e turistas que tenham a oportunidade de usufruir deste Mosteiro fantástico”.

Humberto Oliveira destacou a importância que este projeto tem para “o desenvolvimento cultural e turístico da região”, sublinhando, no entanto, que “o objetivo, para já, é que os potenciais interessados vejam Lorvão como um local de investimento”. Anunciou ainda que ficam de fora da concessão a igreja, o espaço reservado a um projeto museológico e uma parte destinada, eventualmente, a ser usada pela Câmara Municipal e por coletividades.

Sobre o Mosteiro, com uma área florestal e agrícola de quatro hectares, será para “uso comum” da futura unidade hoteleira e das outras entidades, bem como para fruição pública, adiantou Ana Mendes Godinho.

O Mosteiro de Lorvão é um dos 33 imóveis abrangidos pelo REVIVE, um programa que envolve os ministérios da Economia, Cultura e Finanças e as autarquias, sendo este o 14.º concurso público lançado. De acordo com o documento conjunto das duas secretarias de Estado, visa “valorizar e recuperar o património sem uso, reforçar a atratividade dos destinos regionais e o desenvolvimento de várias regiões do país”.

O Mosteiro de Lorvão está envolto numa misticidade de lendas, sendo reconhecido, até hoje, pela produção de palitos aí iniciada para enfeitar os doces conventuais. A sua fundação remonta ao século XI, era inicialmente habitado por monges tendo passado, mais tarde, a mosteiro feminino. Durante o Estado Novo e até 2012 funcionou como hospital psiquiátrico, tendo então ficado devoluto.


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