8 de Setembro de 2026 | Coimbra
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Livros: uma boa companhia para um verão que ainda continua a pedir cautela

30 de Julho 2021

Verão pede, sempre, livros. Nestes dois anos, devido aos cuidados exigidos pela situação pandémica que se vive no país e no mundo, que apelam a maiores restrições a nível do convívio social, podem assumir-se como aquela “companhia especial” que levamos connosco para as férias ou que, no caso de quem fica mais por casa, nos leva a “viajar”, ao longo das suas páginas, para os sítios mais variados e imprevisíveis.

A leitura é, sem dúvida, uma boa companhia em qualquer momento e nestes meses do verão, com os dias mais longos, quentes e sedutores, há que aproveitar para desfrutar das novidades.

E são muitas, de todos os géneros e para todos os gostos.

“Eu Decido Cozinhar Sem Açúcar (Ou Quase)”

Para quem gosta de se aventurar na cozinha, Sabrina Debusquat e Séverine Augé propõem “Eu Decido Cozinhar Sem Açúcar (Ou Quase)”, uma obra que inclui 45 receitas com baixo teor de açúcar e que ensina, no fundo, a cozinhar sem “culpa”, já que privilegia as receitas saudáveis e com baixo teor de açúcar.

“Se ‘caem’ várias colheradas de açúcar por dia no seu café, embora se esforce por reduzir a quantidade de açúcar que consome, então este livro é para si! Apesar do seu forte poder viciante é possível dizer adeus ao açúcar sem frustrações. Deixe-se guiar para compreender como o açúcar influencia a nossa saúde, descubra as alternativas e repense o seu quotidiano com a adoção de algumas soluções simples”, lê-se na sinopse desta obra.

Para além das 45 receitas com baixo teor de açúcar (onde se incluem bolos clássicos revisitados, sobremesas superlight, guloseimas para crianças e pequenos-almoços quase sem açúcar), este livro inclui também ideias-chave para compreender como funcionam as alternativas ao açúcar, bem como vários conselhos práticos.

“O Casal Perfeito”

Se aprecia um bom romance recheado de suspense, Elin Hilderbrand apresenta “O Casal Perfeito”. Esta é mesmo uma boa proposta de leitura para esta época, já que conta uma história que envolve um casamento no verão, um cadáver e a revelação de que cada casamento é um campo minado e nenhum casal é perfeito.

A história desenrola-se na ilha de Nantucket (EUA), famosa pelas suas belas praias, na temporada dos casamentos, época também conhecida como ‘verão’. Uma noiva a descer a Main Street é uma visão tão comum como o pôr do sol na praia de Madaket. O casamento Otis-Winbury promete ser um acontecimento inesquecível: os pais ricos do noivo não se pouparam a despesas para oferecer uma luxuriante cerimónia na sua propriedade à beira-mar. Mas será um evento memorável pelos motivos errados, depois de a tragédia se abater: um cadáver é encontrado no porto de Nantucket poucas horas antes do casamento, e, de um momento para o outro, todos os envolvidos na cerimónia são considerados suspeitos. À medida que o chefe de polícia Ed Kapenash vai interrogando a noiva, o noivo, a mãe do noivo, famosa escritora de romances policiais, e até um membro da sua própria família, vai descobrindo que cada casamento é um campo minado – e que nenhum casal é perfeito. Romance, aventura e muito suspense são, portanto, “ingredientes” que não faltam neste livro, que promete prender o leitor da primeira à última página.

“Frágil”

Prestes a regressar às livrarias nacionais está também Jodi Picoult, desta vez com “Frágil”, mais uma obra que leva o leitor a questionar os seus limites, levando-o, neste caso, a pensar “até onde estaria disposto a ir para garantir o futuro de um filho”.

“Quando Willow nasce com osteogénese imperfeita, uma doença grave que a faz ter ossos extremamente frágeis, os seus pais, Charlotte e Sean, ficam arrasados – a menina vai sofrer centenas de fraturas ao longo de uma vida de sofrimento e dor. Se por acaso tropeçar e cair, pode ter uma fratura exposta e passar os seis meses seguintes em tratamentos que a impedirão de andar. Depois de anos de cuidados constantes com Willow, a família está à beira da falência. Uma dupla de advogados propõe à mãe, Charlotte, uma oportunidade de salvação: processar a obstetra por acompanhamento médico indevido e por não ter diagnosticado a doença de Willow a tempo de poderem optar por fazer um aborto. A indemnização pode assegurar a Willow um futuro tranquilo, mas, para a obter, Charlotte tem que processar a doutora Piper Reece, a sua obstetra e melhor amiga, e afirmar perante o júri que, face a uma doença rara tão grave, desejaria que a sua filha nunca tivesse nascido…”, lê-se na sinopse da obra.

Este livro conta, assim, a história de uma família ligada pela tragédia, pela vontade desesperada de impedir que os seus laços se rompam e, acima de tudo, pela imensa capacidade de amar, numa história inesquecível sobre a fragilidade da vida e até onde estamos dispostos a ir para a proteger.

“Dicionário de História de Portugal”

Para quem gosta de história, Maria Cândida Proença apresenta o quinto e último volume do Dicionário de História de Portugal, que vai da letra S à Z. Este livro é composto por cinco volumes alfabéticos com um total de mais de 2.500 entradas, cobrindo assuntos desde as mais remotas origens do país até aos dias de hoje. Neste dicionário, a autora estende-se até ao século XXI, abordando os dados, personalidades e acontecimentos mais recentes da nossa história. Trata-se, assim, de uma obra atual, uma vez que o mais recente dicionário geral de história de Portugal foi produzido na década de 1980 do século passado.

Além dos assuntos mais habituais em dicionários históricos, como personalidades, acontecimentos e análises económico-sociais, este novo dicionário inclui um vasto leque de artigos sobre temas das áreas da cultura, das ciências e das mentalidades, dando a conhecer os aspetos essenciais das biografias dos mais importantes artistas, escritores, intelectuais e cientistas, e sínteses atualizadas dos principais movimentos culturais e artísticos.

Utilizando uma linguagem clara e acessível, constitui um instrumento de consulta para um amplo conjunto de leitores, desde alunos, a professores mas também a todo o público não especializado que tenha o gosto pelo conhecimento da história do nosso país. Num tempo em que as fontes abundam, mas nem sempre oferecem “garantias de qualidade”, esta obra constitui uma síntese rigorosa.

“Supervendedora, Supervencedora”

“Supervendedora, Supervencedora”, da autoria da ex-jornalista Virginia López, é um livro muito direcionado para as mulheres, onde a autora quebra preconceitos associados às vendas e, com base na sua experiência de vendedora de sucesso, partilha inúmeras dicas e conselhos para as mulheres voarem até ao topo da carreira e tornarem-se supervendedoras.

A obra revela que há mais de 200 mil vendedores em Portugal e 84% são mulheres, dezenas de milhares as mulheres que têm negócios de venda de cosméticos por catálogo, de marketing multinível ou de vendas diretas, entre outras áreas, como, por exemplo, o imobiliário.

“Vender é feio. Vender é impingir. Vender é pressionar. Eu não gosto de vendas. Eu não tenho jeito para vendas. Eu faço tudo menos vender. Estas são algumas das crenças limitadoras relativas às vendas com que Virginia López – uma jornalista bem-sucedida, que teria apostado os dois rins em como nunca se tornaria vendedora – se deparou quando decidiu abraçar o mundo das vendas. Mas, no momento em que conseguiu libertar-se desses preconceitos, Virginia voou até ao topo da carreira e tornou-se uma Supervendedora” – lê-se na sinopse da obra.

Neste livro, a autora apresenta dicas, exercícios e conselhos assentes na própria experiência.


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