1 de Dezembro de 2021 | Coimbra
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CLARA CORREIA

Lisbonita

5 de Abril 2019

Queridos leitores, esta semana gostava que me acompanhassem num passeio de dois dias, pela nossa linda capital. Vamos a isso?!

Dia 1: começamos este dia com um simpático pequeno-almoço de pão de sementes com queijo, acompanhado por uma meia de leite muito clarinha. Depois de “carregarmos as baterias” vamos para o Bairro de Alfama, onde cheiramos o lindo perfume do Fado. Aproveitamos para visitar o Museu do Fado. É um museu simples, onde facilmente podemos passar toda a manhã. Ali recordamos artistas que nos enchem de saudade e celebramos as mais jovens vozes. Quando saímos do museu percorremos as ruas do bairro em subidas e descidas constantes, tendo sempre o Tejo no horizonte. “Alfamar” enche-nos o coração de lindas notas músicais…

No caminho de regresso para o centro da cidade passamos pelo renovado Campo das Cebolas e entramos na lindíssima loja dos sabonetes Benamôr. Visitar (e comprar) as lojas autênticas é (quase) uma obrigação (profissional). Aproveitamos para almoçar na Cantina Zé Avillez e deliciamo-nos com o mais simples (e melhor) da nossa gatronomia: arroz de tomate (bem malandrinho), pastéis de bacalhau e uma refrescante limonada. No final somos tentados por uma deliciosa mousse de chocolate. A digestão começa dentro do elétrico, o 28, que nos leva ao Castelo. Ali a linda vista é rainha!!! Enchemos os olhos e o coração antes de descer, caminhando, até à Sé de Lisboa. Aproveitamos para entrar, dizer “Olá, Senhor Deus” e apreciar a linda arquitetura.

Quando chega a hora do lanche é a Confeitaria Nacional que nos chama, apesar das saudades da Pastelaria Suíça. Bebemos uma limonada (fraquinha) e comemos um bolo de côco. O serviço daquela confeitaria, infelizmente, nunca nos deixa saudades. Depois do lance arriscamos um passeio pela Rua Augusta apesar do movimento e de algum cansaço. Este primeiro dia termina com um jantar (muito) ligeiro no Sports Bar do Hotel Real Parque, ali bem pertinho da Fundação Calouste Gulbenkian.

Dia 2: acordamos cheios de ânimo e tomamos um pequeno almoço muito simples. Desta vez não resistimos ao Pão de Deus (com queijo) que acompanhamos com aquela meia de leite clarinha que alegra os nossos dias.

O dia de “trabalho turístico” começa em Belém, nos pastéis. Uma sumol de laranja e dois pastéis! Uma mistura “estranha” mas a possível para evitar o café. Fico sempre (muito) impressionada com a dimensão e o sucesso da “indústria do pastel”: movimento incrível, boa organização e cerca de 200 pessoas a trabalhar. Porque Belém não é só pastéis, passeamos junto do Mosteiro dos Jerónimos e visitamos o Centro Cultural de Belém. O dia está lindo e o Padrão dos Descobrimentos chama-nos. Subimos no elevador e vamos ver as vistas… Lisboa de Luxo!!!

O regresso ao centro da cidade é feito no velhinho elétrico, conduzido por um jovem motorista. Voltamos a almoçar num dos restaurantes do Chef Avillez mas desta vez saboreamos Itália: calzone Garrett, limonada e chocolate. Ui, outra vez o chocolate?! A digestão é feita num passeio pelo Chiado, aproveitando para cumprimentar o Fernando Pessoa.

Os dias de passeio chegam rapidamente ao fim e por isso ao final da tarde passamos pelo hotel, apanhamos um táxi e vamos para o aeroporto…

Assim se passaram dois belos dias em Lis… Lis, Lis…quê? Lisbonita!


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