16 de Junho de 2021 | Coimbra
PUBLICIDADE

VASCO FRANCISCO

“LIBERDADE”

18 de Abril 2019

Foi há 45 anos que a palavra “LIBERDADE” tomou finalmente sentido, libertando-se este mesmo vocábulo num país até então censurado e amedrontado. Foi persistente a luta pelo direito à liberdade em todas as suas formas de expressão, até que o dia da vitória chegou naquela primavera de 1974. Desde então o país respirou de um alívio que nunca teria tido, sem amarras, sem receios do pior a que estavam os portugueses sempre sujeitos.

É pena saber que neste século, são muitos os países do mundo que ainda não partilham desta mesma liberdade. A perseguição religiosa e idealista assim como a própria liberdade cívica e de imprensa, continuam a ser parte desta guerra constante de que o mundo é alvo, fazendo com que muitos continuem a sonhar por este bem precioso, a LIBERDADE, tal como Portugal sonhou e alcançou naquele dia 25. Foi a partir dessa data que uma simples flor como a do cravo se tornou o símbolo eterno da liberdade. Um cravo em Portugal vale mais (ou deveria valer) que um galo de Barcelos, pelo valor que acarreta na História e na cultura nacional.

Falar da revolução de Abril não é só lembrar Salgueiro Maia ou Zeca Afonso, não é só cantar a “Grândola Vila Morena” e erguer cravos vermelhos, referir a revolução de Abril é enaltecer todos os portugueses e Portugal. Fazendo parte de uma geração que já usufrui dessa mesma LIBERDADE bem firme e segura, cabe-me agradecer a quem lutou por ela e a quem a conseguiu. Hoje vivo-a, transmito-a e estimo-a, dando-lhe o valor que muitos não sabem dar. Revolta-me que uma pequena parte da sociedade atual “goze” com esta mesma liberdade, através dos seus atos por vezes bem carentes de um respeito e de um civismo que não sabem medir perante quem os rodeia. Já ouvi dizer que a Liberdade tem limites, será? Muitas respostas diferentes julgaria ouvir para esta questão. Não debruço este meu ponto de vista apenas sobre a sociedade comum, estendo esta reflexão aos governantes do país e do mundo, aos poderosos de São Bento e demais palacetes. Há limites para gozar com o povo! Não se tolera a corrupção fruto de uma grande falsidade, de exagerada “liberdade” política e económica. A prova disso é que eles continuam por aí,

“Eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada!”


  • Diretora: Zilda Monteiro

Todos os direitos reservados Grupo Media Centro

Rua Adriano Lucas, 216 - Fracção D - Eiras 3020-430 Coimbra

Powered by DIGITAL RM