29 de Setembro de 2022 | Coimbra
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MANUEL BONTEMPO

Leonor Correia no Café Santa Cruz

5 de Julho 2019

Esta artista insatisfeita por essência busca o domínio perfeito de um cromatismo que racionaliza a imagem em consciência técnica em dois ou três estilos e revela, singularmente, no jogo soberbo da cor e das figuras esboçadas ou adivinhadas e sentidas em várias experiências que se juntam e definem nesta pintora a sua trajetória que percorre o urbano e o rural e não enjeita o estudo austero e a versatilidade cultural.

É dos artistas que procura explicação da fenomenologia da arte na sua séria vocação e no exemplo estrutural e seguro numa pintura perfeitamente ordenada no livre arbítrio do traço desmistificado de onde resulta o tecido e o estilo de uma arte que se veste tantas vezes do pensamento discursivo e sempre vivo, nos seus métodos de inteligência desperta como fosse um contemporâneo de um ou outro sábio da renascença tal a beleza de expressão sensitiva que é o fogo do seu espírito, nas metáforas e nos símbolos, na transposição do seu interior de agente da cultura.

É uma exímia encenadora na preparação do quadro e na atualização mímica num casamento perfeito.

A obra desta pintora é vida para além da aparência visível no interrogativo das figuras, ou temas, que se movem, se apercebem, se sentem, na vida e no fogo, nas emoções carregadas de bom desenho de cores adequadas, da segurança da paleta, que um ou outro traço a descurar a forma exata da sua identidade, não arrefece o entusiasmo deste festim alacre na relevância de convergência, na filosofia de uma cabeça que pensa, equaciona, nos faz mexer o intelecto e nos entra pelo olhos e pela sensibilidade!


  • Diretora: Lina Maria Vinhal

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