19 de Julho de 2019 | Coimbra
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Imobiliária Predial Rainha Santa continua a apostar na expansão

21 de Junho 2019

A imobiliária Predial Rainha Santa completou, na terça feira, 18 de junho, 34 anos. Uma vida já longa num mercado que está sempre em constante mudança e que passou, nos últimos anos, por algumas crises, o que obrigou a mais trabalho e muita inovação. Hoje, com o setor novamente em grande movimento, a empresa, sediada na Avenida João das Regras, em Santa Clara, Coimbra, aposta fortemente na expansão em território nacional e também na internacionalização e alerta para a necessidade de se apostar mais na construção, uma vez que, como afirma a proprietária e gerente, Ana Pires, “neste momento há falta de habitação no país inteiro”.

Apesar de ter cerca de 2.000 imóveis em carteira, numa área que abrange Coimbra mas também a região de Santa Maria da Feira, Figueira da Foz e que vai até à zona do Bombarral, a Predial Rainha Santa continua a “não ter resposta suficiente para a procura que tem”, explica Ana Pires. Bem conhecedora do setor e habituada a responder às dificuldades com novos desafios e mais trabalho, a gerente da Predial tem apostado fortemente na expansão para assegurar “mais resposta e mais negócio”.

“Coimbra e o país não têm, atualmente, casas suficientes. Neste momento, há falta de habitação no país inteiro e não percebo porquê, porque não há motivo para não se construir. Hoje a banca já financia, há interessados em comprar e os estrangeiros estão a vir para cá em grande número, com dinheiro e vontade de comprar e não temos nada para lhes oferecer”, realça.

Como acontece com os períodos de crise, que obrigaram a empresa a “reinventar-se e a abrir-se a novas áreas, como o arrendamento e a administração de imóveis”, também agora a Predial vai à procura de novas respostas. Para tal, tem apostado muito na expansão. “Temos três angariadores a trabalhar em Paris e no país temos duas pessoas a trabalhar na zona da Nazaré onde queremos abrir um espaço físico, duas na zona de Aveiro e estamos a preparar-nos para avançar com duas para a zona de Soure e também do Cadaval”, explica Ana Pires, assumindo que “estando o mercado a crescer muito e não havendo respostas é preciso ir à procura e alargar horizontes”.

A Predial acabou por direcionar-se muito para o mercado estrangeiro que, segundo a responsável pela empresa, “está a dar bons frutos”. Nesse sentido, para além de estar presente todos os anos na Feira de Versailles, estabeleceu também acordos com sites estrangeiros, onde procura apresentar aquilo que procuram.

“Os estrangeiros vêm para cá com dois objetivos – primeiro porque somos um país muito seguro e Coimbra é uma cidade muito pacífica, acolhedora e muito boa para viver; depois por causa dos benefícios fiscais, já que aqui pagam muito menos e ainda beneficiam da isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) durante 10 anos. Isto para um reformado é ouro e Portugal tem tudo a ganhar com isso, porque eles transferem para cá as reformas, gastam cá o seu dinheiro e nós precisamos do dinheiro deles. Neste momento precisamos de algo que gere riqueza e o turismo é fundamental”, sublinha.

Ana Pires lamenta que em Coimbra não existam imóveis para lhes oferecer e lembra que a cidade “tinha tudo a ganhar ao trazê-los para cá, porque são pessoas com muito dinheiro, que almoçam e jantam fora, que fazem gerar a economia”.

A questão do licenciamento e a burocracia são “grandes entraves” que a cidade tem que ultrapassar. Ana Pires assume que não entende “porque é que a aprovação dos projetos se arrasta por tanto tempo na Câmara” e compreende que, apesar de haver procura, num mercado como o da construção e do imobiliário, “os construtores não possam estar quatro ou cinco anos à espera de uma urbanização”, porque “nesse tempo tudo muda”.

Assim, não havendo resposta em Coimbra, a Predial tem “levado os investidores para fora da cidade”, muitos para a zona da costa, um mercado que também apreciam. “Eu estive no salão imobiliário em 2017, trouxe alguns investidores reformados para cá, vendi-lhe em Quinhendros, na Figueira da Foz, na Tocha e em Mira e não tive um imóvel para lhes vender em Coimbra porque nada reunia as condições que eles querem. Isto é um problema sério que temos para resolver porque não acontece só com o mercado estrangeiro, acontece também com o nosso”, alerta.

Reabilitação urbana é importante mas insuficiente

Ana Pires considera que falta “mais construção”. Admite que se fez “um trabalho muito importante de reabilitação nos centros urbanos”, considera que “é fundamental que se faça” mas lembra que, desses imóveis recuperados, “entrou praticamente tudo no mercado do alojamento local e do arrendamento a estudantes”.

Lembra que “as famílias precisam de casa e não se pode parar com as urbanizações”. Para a gerente da Predial, hoje o cliente “é muito mais exigente, está muito bem informado e quando procura casa sabe muito bem o que quer, o que é bom”. E as famílias querem “conforto e comodidade”. “Temos que ter consciência que hoje nenhuma família vai viver para um prédio na Alta ou na Baixa de Coimbra sem garagem. As famílias precisam de casas mas querem casas que lhe garantam bem estar”, sublinha.

Crise gera oportunidades

Ana Pires encara as crises como oportunidades. Lembra que a crise que afetou o país entre 2009 e 2012 foi forte mas, no caso da Predial, traduziu-se “em muito trabalho e mais negócio”. Com a quebra na compra de habitação, a empresa direcionou-se para o mercado do arrendamento e para a reabilitação e administração de imóveis mediante procuração, negócio que “continua a correr bem” e que permitiu à empresa angariar uma nova carteira de clientes, contando atualmente com “cerca de 250 investidores entre quartos e apartamentos que gere”.

“A crise obriga-nos a reinventar-nos. Nada é estático. É só ajustar as coisas aos tempos. Os mercados ajustam-se e orientam-se por eles próprios, só temos que seguir os sinais e os caminhos que se abrem. Foi isso que fizemos”, frisa.

Hoje, com a anunciada retoma da economia, o mercado imobiliário está novamente “a mexer”. Ana Pires considera ainda que, apesar de tudo o que teve de negativo, a crise foi boa para “regular o mercado financeiro” e foi “uma lição de vida”, que faz com que hoje “as pessoas se endividem de uma forma muito mais controlada”. Lembra, também, que este é um setor fundamental para o país, já que a “imobiliária e a construção são pilares que fazem mexer toda a economia”.

Aceder ao crédito é novamente mais fácil, desde que o comprador disponha dos 10 por cento inicial, e os preços das habitações estão, segundo Ana Pires, “ao valor certo do mercado, não tendo chegado ainda aos valores que estavam antes da crise”.

Certo é que “os imóveis não estão muito tempo no mercado e que o que aparece vai”. Ana Pires apela, por isso, “aos construtores para que construam e para que não tenham medo, porque tudo se vende, principalmente moradias”.


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