23 de Fevereiro de 2024 | Coimbra
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MANUEL BONTEMPO

Ideias e factos

18 de Junho 2020

O homem vive numa espécie de arame cercado subjugado à tirania dos pseudo-poderosos, dos caciques políticos e a vida assim tem um sentido aristotélico que é tragédia que muitos psicólogos e filósofos rotulam o ato de existir como uma casualidade psíquica ou uma desmoralização do ato de viver.

Existe um exército de ideias em que o homem é um anti-herói, vencido, descrente pelo mosto religioso ou pela tirania política que o torna confuso a contragosto, uma mera peça equivalente à moral da história do poder burguês, que por definição implícita não passa de tipo marginal na grande engrenagem das forças capitalistas.

Acreditamos ainda assim que o homem moderno, dos dias de hoje, não obstante à desumanização da sua clássica figura, é sempre um suporte científico e cultural de toda a civilização.

A tipologia humana desta tensão que vive o mundo desarrumado, perplexo com fenómenos patológicos e onde as doenças são mais pertinentes, cheio de violência e onde o trânsito do ódio é lei que regula o sincretismo cultural e cívico estamos em crer numa nova possibilidade renovadora, fluente, mesmo generosa, onde credos, religiões, filosofia, formas de estar, se entendam, onde o homem seja obrigado a viver democraticamente, socialmente, crente ou ateísta, livre, sem perseguições fanáticas de seitas, ou seja, com ou sem metafísica.

Mas o ser humano nunca se deve separar das suas raízes transcendentais, sejam elas o que forem, para não ficar à deriva as suas paixões mórbidas!


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