24 de Setembro de 2021 | Coimbra
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LUCINDA FERREIRA

Humilde, eu?!

5 de Julho 2019

Há quem não ligue à sua evolução interior. Outras pessoas sentem que vivem para evoluir, partilhar, tudo o que o ajude a elevar o padrão vibratório do Universo, pelo aperfeiçoamento do seu ser, cada vez mais feliz, sendo mais consciente.

Há dias quedei-me a pensar a diferença entre humilhar-se…Humildar-se. Arrogância intelectual e por aí…

Há quem diga zangado, irritado: “Ele humilhou-me francamente, mas levou o troco”. “Ele tratou-me com altivez e desdém fazendo de mim, gato-sapato”.

Há quem confunda humildade com estatuto social. Com bondade. Com virtude.

O contrário de querer mostrar-se, para alimentar ego ou para se convencer a si mesmo, que é mais do que os outros. Narcisismo.

Nada disso, afinal. Os desvios da humildade têm a ver unicamente com a falta de autoconhecimento. Humilde é reconhecer as suas qualidades e defeitos, com simplicidade.

Quem conhece os seus pontos mais fortes e os seus pontos frascos que têm que ser corrigidos e trabalhados, essa pessoa é humilde.

No fundo, é simplesmente reconhecer quem realmente se é! Cada um é o que é. Ninguém tem poder de humilhar quem quer que seja, desde que o próprio se conheça e saiba qual é o seu papel. Função. Quem se é realmente. Deste modo, ninguém pode humilhar quem quer que seja.

Se alguém grita a outro, ou mostra superioridade e nariz empinado, é o seu problema. O outro nem dá por ela. Nem repara, pois sabe bem que o equívoco não é seu. Não reage, nem presta atenção, naturalmente, pois não se sente ofendido/a.

Daí, não dar poder a quem quer ofender, é a solução natural de quem está reconciliado consigo mesmo. Com os outros e com o Universo.

Quando algo abala outrem, falta a humildade a quem se sente ofendido simplesmente, pois não se sente dono de si próprio!

Portanto a partir de hoje, saber que humildade é trabalhar na sua segurança interior, dá muita paz.

Reconciliado. Sereno. O sinal para saber se já alcançou este grau de maturidade, é pensar se alguma vez já alguém o humilhou… Aí, a luz vermelha acendeu. Você tem mesmo e com urgência de trabalhar a sua humildade! Não há confusão possível. Respeitar os seus limites. Nem lá em cima, pensando que é mais do que os outros. Nem um desgraçadinho, derrotado/a. Com autoconhecimento assumido. Responsabilidade.

Trabalhar sempre nesta maturidade equilibrada e genuína resolve toda e qualquer confusão. Apenas ser você mesmo. Único. Autêntico. Irrepetível, pois não há clonagem possível entre os humanos, felizmente!


  • Diretora: Zilda Monteiro

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