1 de Dezembro de 2021 | Coimbra
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LUCINDA FERREIRA

Histórias da Noa

5 de Abril 2019

Noa (fem. de Noé e que uma mãe me dizia também, ser Noa um nome japonês, significando O meu Amor) é uma personagem simpática. Realizada. Conheceremos algumas das aventuras, ao longo da sua vida, nesta rubrica.

Noa é bem-humorada. De fácil convívio, generosa, culta, atenta aos valores, sensível, dinâmica, assumida e consciente, com uma ligação forte ao espiritual. Escolhe ser a única responsável pelas decisões da sua existência. Não é o seu passado que já ultrapassou que a condiciona. Nem é o futuro que a preocupa, mas o aqui e agora que vive com coerência. Tenta mudar o que consegue e aceita o que não pode alterar. É serena. Tranquila. Dá gosto estar perto dela.

O momento presente é o instante do poder da palavra criar a realidade que almeja, com ações congruentes de que não se arrepende, já que sua intenção é pura.

Quando repara que se enganou no caminho, retrocede tão depressa quanto possível. Pede desculpa, se acha que o deve fazer, pois não gosta de magoar quem quer que seja. Aprende com as lições do passado, sabendo que nada acontece por acaso. Nunca se compara com os outros. Apenas consigo, no seu projeto consonante de vida harmónica.

Agradece o dom da vida, todos os dias. Sabe que a gratidão tem uma força incrível, tal como a oração e o perdão! Consegue atingir os seus objetivos, conforme a sua alma gostaria? Nem sempre. Mas não desiste nunca. Pode ter altos e baixos, mas a sua meta é uma luz forte que a guia, sem se afastar dela! As suas atitudes e compromissos são com a gratidão. Compaixão. A alegria de viver.

Sabe e sente há muito tempo, que a sensibilidade é a maior riqueza de um ser humano, valor superior à inteligência e frieza dos bem sucedidos, no plano terráqueo, impulsionados pelo ego que cria a ilusão do poder, comando e riqueza, levados por um egoísmo cego e feroz. Estes sentem que o êxito sem falhas é o seu 1.º objetivo. Cilindram todos que o impeçam de ser o maior. Ainda que tenham que ser cruéis e teimosamente seguros, numa “giringonça” ousada e atrevida, passando por cima de valores, para alcançar o poleiro, sem grande intenção de servir! Acham que a razão está sempre do seu lado. O “seu ponto de vista está sempre certo”, na tentativa de esgotar quem os contraria.

Noa analisa todas estas coisas em seu coração, sem julgar. Observa à distância. Não admira e desvia-se destas posições.

Na relação com os seus progenitores, Noa faz sempre o seu melhor para os cumular de alegrias. Compensá-los até ao fim, pelos sacrifícios que acolheu com gratidão e apreço! Aliás, seria incapaz de se descartar deles, para ser mais livre. Não ter incómodos com a sua presença débil. Ela sabe muito bem, que conforme for para com os pais, seus filhos serão para consigo mesma!

Noa, embora jovem, vê os lares como cemitério de elefantes. Um lugar da maior miséria afetiva. Social. Sofrimento interior e solidão. Local incompatível com a dignidade de alguém que sofreu e lutou toda a vida, pela prosperidade dos seus filhos e família.

Noa confrange-se ao ver como há filhos que deixam as mães, os pais, numa tristeza profunda, matando-os rapidamente, ao serem despejados no estaleiro de morte dos velhos – no negócio dos Lares!

Outros, mal habituados, sempre a receber dos “velhos”, esperam que estes, mais uma vez, os deixem em paz e decidam por si, ir para os ditos lares. Senão serão os frágeis velhos tidos como egoístas. Muitos suicidam-se antes…

Lares, por mais boa aparência que tenham (só para os que têm
meios para pagar!!!!), porque nos outros, o cheiro a velhos e outras coisas horríveis, como gritos abafados por calmantes que enlouquecem… Tratados com maneiras ásperas e ríspidas, já que a vida dos que aí trabalham não são rosas. Desgastados, descarregam e refletem muita impaciência, sobretudo quando pensam que estão sós (?!!!) com os idosos!

Os tristes velhinhos ficam com ar de anormais. Assustados… Noa vê-os vários dias na semana e presencia o cansaço dos tratadores, ao tratarem pessoas que não amam, como se fossem suas. São “obrigados” a lidar com frieza, para terem força e continuarem a ter emprego, para sobreviverem nas suas famílias.

Noa já decidiu que jamais fará isso com seus pais, haja o que houver! Eles deixaram meios para descobrir outra solução. Não os afastará do seu cantinho onde sempre viveram. O abandono, gesto da maior crueza, matando logo ali quem lhe deu vida, não o fará ela nunca!

Este tema, pertinente e necessário a todos, preocupa Noa, há muito tempo.

Noa sabe que o pensamento negativo é a fonte da programação derrotista e doentia de muitas vidas. Descobriu que através do sistema límbico, o seu subconsciente tem o poder de fazer acontecer tudo o que deseja. Mudança e aquisição do que a faz feliz, impõem-se!

Parou. Refletiu. Fez a lista dos seus desejos. Depois, em baixa frequência cerebral, ao longo do dia, ao adormecer, ao acordar, em estado alfa, influencia seu subconsciente, repetindo várias vezes…

Eu sou feliz e saudável. Eu sou próspera. Eu sou bondosa. Eu sou amor e sou amada. Eu sou compassiva. Humilde e paciente. Eu sou paz e harmonia. Eu tenho relacionamentos saudáveis. Noa confiante repete tudo o que deseja. O seu subconsciente, impregnado, como uma bússola, devolve lhe o que, programar! O leitor, experimente. Não perde nada. Noa é realizada. Feliz.

“Só é lutador quem sabe lutar consigo mesmo” – Carlos Drummond de Andrade


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