13 de Maio de 2021 | Coimbra
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LUCINDA FERREIRA

Histórias da NOA – O Cego de Jericó

7 de Junho 2019

Figuras. Imagens. Episódios de uma filosofia que preencheu a história da maioria da nossa civilização ocidental eternizaram procedimentos que nos farão pensar até ao fim!

E nessas criaturas marcantes emergem mulheres e homens tais como a Samaritana, Bartimeu, a mulher que tinha um fluxo sanguíneo e foi curada ao tocar nas vestes de Jesus. Não pararíamos de enumerar gente simples, mas de fé, que abordou o Mestre Jesus, o Messias que passou a Sua a vida a exemplificar, como se passa da lei “do olho por olho e do dente por dente”, para a lei do amor incondicional.

Ele mostrou como passar do mais puro amor, chegando ao extremo de dar a vida pela Humanidade, exemplificando a Lei suprema do perdão – “Pai, perdoai lhes que não sabem o que fazem” – disse Jesus para o Pai, pedindo clemência para os que o crucificavam.

Mas, por que é que falo nisto, hoje? Porque são procedimentos que nos ensinam muito. Situações que precisam de ser escutadas. Resolvidas. Precisamos todos de manter o foco no objetivo. Centralizar a força para lutar e utilizar a fé para vencer, confiando uns nos outros!

Porque será que havia tantos cegos a desejarem a cura e só o CEGO de JERICÓ foi curado, Bartimeu? Por que razão a mulher hemorrágica, apenas toca nas vestes de Jesus Cristo e imediatamente é curada? E como a ressurreição de Lázaro há dias morto, volta à vida? O centurião, um oficial do exército romano, tem um escravo à morte. Manda para isso emissários, pedindo a Jesus a cura do o seu criado. Então Jesus vai com os anciãos para a casa do oficial do exército. Quando se aproximam da casa, o oficial envia amigos para lhe dizer: “Senhor, não se incomode, pois não sou digno de recebê-lo debaixo do meu tecto. É por isso que não me considerei digno de ir até o senhor.” (Lucas 7:6, 7)”

Que demonstração de humildade! Bom e não pararíamos de descobrir lições de grande valia… Hoje, contudo, podemos perceber, que antigos estes nossos pensamentos e procedimentos, também podem guiar-nos com segurança, perante gente lúcida e bem formada, que escuta quem precisa…

“Pedi e recebereis; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; quem procura, acha; e a quem bate, a porta abrir-se-á…” Foi tudo isto que nos encorajou… Nas ruas do Alto da Conchada, Rua da Misericórdia, Quinta da Misericórdia, Rua Padre Melo, Rua Frei Tomé de Jesus e por ali à volta, há carências várias que temos fé, o mais breve possível, os senhores que elegemos e nos servem no poder, terão misericórdia das nossas faltas.

Antes agradecemos já, as melhorias no parque infantil. Mas os idosos que já trabalharam muito, sofreram e comeram o “o pão que o diabo amassou”, também carecem de um pouco se atenção! Eles estão cansados, doentes, mal das pernas. A maioria usa a sua bengalinha e a canadiana, sem força, nem braços para pegar no saco, chapéu, pois não tem carrinhos ou se tiverem não podem estacionar, nem quem os transporte, nos dias de sol tórrido, ou chuva fustigante e frio de rachar, quando têm algo a fazer (consultas médicas ou compras). Têm que subir escadas, ladeiras, para chegar a casa, já que os transportes ficam longe (rua Aveiro, com voltas e mais voltas), para irem e poderem regressar.

Assim agora que soubemos que nova frota dos Serviços Municipalizados de Coimbra vai ser tão enriquecida, por favor , deem-nos um dos carrinhos mais velhos, para fazerem esta volta e podermos vir para as nossas casas!

Além disso, a mata dos eucaliptos, onde tantas vezes nos acolhíamos no calor e que tantas saudades temos dela, precisa ser ajardinada ou aproveitarem o terreno cheio de canas, no final da rua da Misericórdia sem saída, para colocarem umas máquinas para exercício suave, cujo preço módico, em nada empobrece o nosso Município e assim, poderemos tal como as crianças, sermos lembrados, nas nossas necessidades mais básicas – fazer um pouco de exercício, não violento, nas pernas, nos braços, esqueleto e músculos, respiração…

Nesse mesmo espaço, que possamos colocar os pés num pedaço de relva, para reequilibramos a nossa harmonia eletromagnética, já que na zona da Conchada não há um palmo de terra para colocar os pés (só quando estamos mortos numa cova…). Terrível carência para a saúde de todos nós!

Em França, amigos nossos, no caso de depressão, com 30 minutos diários, reequilibram a sua saúde, sem químicos, apenas com este procedimento. E se reflorestarem e ajardinem um pouco de espaço, replantando árvores nesta zona, onde tanto precisamos de respirar puro, próximos de um cemitério, que se alarga cada vez mais…

Temos fé, tal como o cego de Jericó, que clamou por ajuda, mostrando as suas necessidades… Mostrando a sua fé e carência, tal como nós hoje, aqui!

Ele clamava por “Jesus, filho de David, tem piedade de mim”! E nós também: Senhores do poder, tende piedade das nós, isolados, velhos e cansados! Sabemos que se quiserem, podem “curar” nossas carências e dar-nos estas duas coisinhas tão simples! Confiamos na vossa visão do essencial e da simplicidade dos nossos pedidos… Sabemos que os idosos e pobres não servirão apenas para chavões, mas serão realmente respeitados e socorridos!

Senhores do poder, tende piedade de nós, aqui na Conchada, sem ter espaços verdes para por sequer os pés (sem entrada para as sujidades dos cãezinhos, que poucos limpam), e descansar sob uma árvore, assim como ter um pequeno autocarro que dê a volta cá por cima, o que muito lhes agradecemos desde já, certos que seremos ouvidos!

E viremos agradecer publicamente, tal como agora expusemos aqui as nossas carências mais urgentes, convictos de que seremos atendidos, pois não colocamos limites em nossos sonhos. Colocamos fé!


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