A FlixBus continua a expandir a sua rede doméstica em Portugal. Desde o início deste semana (7), passou a ser possível viajar para Pombal a partir de Coimbra e de Aveiro. A nova linha arrancou com quatro ligações diárias à, ligações estas que serão reforçadas a partir do dia 17 de outubro.
Mas há mais novidades: a fim de facilitar as deslocações aos aeroportos, a FlixBus reforçou algumas das suas ligações domésticas ao aeroporto de Lisboa, com novas linhas e novos horários. Coimbra passou assim a ter 10 ligações diárias ao aeroporto Humberto Delgado, cinco em cada sentido. Fátima é outra das cidades que passou a ter ligações diretas ao aeroporto da capital, tendo, desde o final de setembro, dez rotas diárias para o aeroporto de Lisboa.
“Estas novas linhas fazem parte do plano de desenvolvimento da operação doméstica em Portugal, no qual pretendemos levar este meio de transporte sustentável a cada vez mais portugueses. Por outro lado, continuamos com a nossa estratégia de reforçar as ligações diretas aos aeroportos nacionais” afirma Pablo Pastega, vice-presidente da FlixBus para a Europa Ocidental. “O objetivo é facilitar as viagens de ligação a todos os que viajam de avião, já que acreditamos que com boas soluções de mobilidade coletiva as pessoas que vão para os aeroportos podem deixar o carro em casa e ir de transportes públicos”, acrescenta.
Os bilhetes para estas novas ligações já estão à venda no site da FlixBus e na app. Em Pombal, a paragem da FlixBus é no terminal rodoviário da cidade, e há bilhetes a partir de 1,99€ nas ligações entre Coimbra e esta cidade.
Falta de resposta da Câmara de Coimbra preocupa FlixBus
A FlixBus diz continuar à espera de respostas da Câmara Municipal de Coimbra relativamente à paragem na Rua do Padrão. “Estamos, obviamente, preocupados com esta situação. Recebemos cada vez mais queixas relativamente à paragem da FlixBus na cidade, não só pelas questões de falta de segurança, mas também pelas condições de conforto. Eu próprio estive em Coimbra no início deste mês para avaliar a situação, e confesso que é das piores situações que temos, não só em Portugal, como, atrevo-me a dizer, em Espanha ou França”, afirma Pablo Pastega, vice-presidente da FlixBus para a Europa Ocidental. “Coimbra é a terceira cidade mais importante da rede da FlixBus em Portugal, e acredito que esta paragem não seja um bom cartão de visita para a cidade”, conclui.
“Temos estado a tentar falar com a Câmara, mas continuamos sem qualquer tipo de resposta, e por isso estamos a analisar internamente a situação para definir os próximos passos quanto às condições de paragem em Coimbra. Apenas queremos que as entidades responsáveis, neste caso, a câmara municipal, cumpram com o estipulado no Decreto-Lei 140/2019 quanto às condições de acesso e utilização de interfaces e terminais, algo que mereceu já uma ação de supervisão da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, cujo relatório foi publicado recentemente”, afirma este responsável.
O Decreto-Lei n.º 140/2019 de 18 de setembro (DL 140/2019), regula as condições de acesso e de exploração de serviço público de transporte de passageiros expresso e o acesso transparente, equitativo e não discriminatório a interfaces e terminais rodoviários de passageiros.
Estabelece que, independentemente do regime de gestão ou de propriedade, os operadores de interface ou de terminal de transporte público de passageiros devem permitir o acesso em condições equitativas, não discriminatórias e transparentes a todos os operadores de serviços públicos de transporte de passageiros, incluindo os operadores de serviços expresso, designadamente quanto às instalações, oficinas, estacionamento, bilheteiras, e sistemas de atendimento, venda e informação ao público.
Autocarro 100 % elétrico na ligação Porto Lisboa
A FlixBus está a operar a rota Lisboa-Porto com um autocarro 100% elétrico. O autocarro da marca Yutong tem autonomia para cerca de 400 km, e realiza duas viagens por dia, uma em cada sentido, sete dias por semana, naquele que é um dos mais concorridos corredores rodoviários do País. Com a operação programada, este autocarro 100% elétrico vai permitir a poupança de, no mínimo, 150 toneladas de CO2 por ano. É carregado no final de cada viagem, sendo que o carregamento demora, em média, 2h45min (dos 20 aos 100%), usando a potência máxima disponível. O projeto, uma parceria com a AV Feirense, conta com o apoio da EDP, que fornece energia através de um ponto de carregamento nas instalações da EDP Labelec em Sacavém.
Câmara de Coimbra explica as suas razões
“Conforme é do conhecimento da Flixbus, o Município de Coimbra procedeu de forma regular à consulta da entidade gestora do interface da Av. Fernão Magalhães (vulgo central de camionagem), a qual tem reiteradamente manifestado falta de espaço para acomodar outros operadores. Por este facto foi o Município obrigado a procurar outro espaço capaz de acomodar as operações dos serviços expresso, conforme estipula o nº 8, do artigo 12º do Decreto-Lei 140/2019. Esse espaço foi a Rua do Padrão, tendo sido do agrado dos operadores, incluindo a Flixbus, face à facilidade de acesso e à rapidez na entradas e saídas da cidade. Este espaço permite ainda que, com grande facilidade, se procedam às operações de transbordo, a partir da rede municipal de transportes públicos, serviço de táxi e TVDE, serviços da CP, assim como através da utilização de meios de mobilidade suave, face à sua proximidade ao centro da cidade.
Tal como é ainda do conhecimento da Flixbus, foram despoletados os procedimentos para a melhoria das condições e espera no interface, nomeadamente através da colocação de abrigos, da criação de diversos cais de embarque e da melhoria da iluminação pública. Infelizmente, o procedimento de empreitada não teve interessados, tendo o Município que proceder à sua reformulação e abertura de novo procedimento, o qual tem como prazo limite para a entrega de propostas hoje, dia 8 de outubro.
Também com o intuito de dotar o espaço de melhores condições para os utilizadores dos serviços expresso que param na Rua do Padrão, o Município tem vindo a desenvolver os procedimentos para poder utilizar as instalações que se encontram naquele local, para as quais está prevista a instalação de um quiosque/cafetaria de apoio, o qual deverá garantir o funcionamento de uma sala de espera e de instalações sanitárias de acesso público. Sendo o espaço propriedade das Infraestruturas de Portugal, encontram-se neste momento em curso os procedimentos necessários à elaboração de um protocolo que permita ao Município promover os concursos de concessão para a exploração dos espaços.
No que respeita aos relatórios da AMT, não consta nenhum local sob a gestão direta do Município de Coimbra, tendo a AMT instaurado os procedimentos que entendeu necessários à prossecução das suas competências em matéria de fiscalização, constando dos mesmos as condições de acesso necessárias para que qualquer operador possa utilizar o espaço.
De referir ainda que o espaço da Rua do Padrão, ainda que objeto de investimentos a curto prazo para melhoria das suas condições, é de carácter temporário, estando prevista a construção de uma gare intermodal integrada na futura Estação de Coimbra, incluída no procedimento de concurso internacional para a construção do troço da Linha de Alta Velocidade, entre Oiã e Soure, com as propostas a poderem ser apresentadas até janeiro de 2025”.