15 de Abril de 2024 | Coimbra
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Festival de música eletrónica estreia hoje em Coimbra

24 de Fevereiro 2023

O festival “menor” vai ter a sua primeira edição esta sexta-feira (24), no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), em Coimbra, num programa centrado “no impulso inicial” que deu origem à música eletrónica.

De hoje (24) até domingo (26) vão passar pelo TAGV, que produz o festival, Jonathan Uliel Saldanha, Bela Báguena ou KMRU e Aho Ssan, entre outros artistas.

“A programação, mais do que se focar na eletrónica enquanto naipe de instrumentos e perímetro tecnológico, procura um espaço onde os que não têm lugar no cânone encontram o seu espaço de expressão”, disse o curador do festival, Alexandre Lemos.

Segundo a organização, este é um festival que abraça o manifesto futurista “em defesa do novo, assumindo um compromisso com o desconhecido, com a diferença e com a diversidade”.

Esta sexta-feira (24), primeiro dia do “menor”, Jonathan Uliel Saldanha, músico que dirige o grupo HHY & The Macumbas, propõe-se a construir uma peça sonora espetral, criada de raiz para a sala do TAGV, em que o próprio espaço servirá de instrumento. Há uma estreia nacional da dupla que junta o artista queniano KMRU e “o alquimista francês Aho Ssan”, apresentando o disco “Límen”, criado durante a pandemia.

Amanhã (25), estará no TAGV o projeto Tropa Macaca, que junta André Abel e Joana da Conceição, estreando em Coimbra novas músicas e vídeos deste duo. A artista espanhola Bella Báguena apresenta nesse mesmo dia uma “proposta muito emocional, de uma mulher trans, que chora e canta a sua própria história de vida”, realçou o curador do festival.

A música de Bella Báguena, que terá no “menor” a sua estreia absoluta no país, soa “como um lamento fundo e sincero de alguém que arrisca uma proximidade inquietante com quem a ouve, para poder contar a sua história com uma honestidade que pode ser brutal”, referiu a organização.

No último dia de festival (domingo, 26 de fevereiro), será apresentada uma peça encomendada pelo festival, a “Cavernancia”, projeto de Pedro Roque. “O festival vai fechar com uma espécie de quase spa, de terapia depois de dois dias de muita música”, aclarou Alexandre Lemos.

Para o curador, a música eletrónica serve “como uma palavra-passe” do festival para o impulso que está na origem dos primeiros instrumentos e composições de música eletrónica “e que continua a estar presente no trabalho de muitos artistas”.

Segundo Alexandre Lemos, há intenção de o festival realizar-se com uma periodicidade anual, no primeiro trimestre do ano.

 


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