A FAVA (Feira de Artesanato, Velharias e Antiguidades) está de volta, entre os dias 4 e 6 de agosto, em Côja, para promover o artesanato local.
As peças que estarão presentes são produzidas pelos habitantes da região, por isso há também “gente dos concelhos aqui à volta, que vão participar. São cerca de 40 expositores, portanto é gente que vem de todo lado e que nos quer visitar e apresentar o seu artesanato na Feira”, afirma o presidente da União de Freguesias (UF) de Côja e Barril de Alva, João Tavares.
Para acompanhar a arte regional, foi desenvolvida uma programação, que conta com uma série de concertos. “A animação é o complemento para que as pessoas se sintam bem em Côja e para que venham à vila nesses três dias em que temos aqui esta festa”, completa o autarca.
Entre os artistas que sobem ao palco, há os “Bombos de São Nicolau”, “Sons do Mondego” e “Dj The Doctor Doc” (sexta-feira, 4). O cabeça de cartaz deste dia é o grupo “MT We Rock The 80’s”, que retorna a Feira nesta edição.
“O MT 80, no ano passado, correu muito bem, as pessoas ficaram muito contentes com o grupo. Havia uma sensação geral de que deviam voltar e nós entendemos que sim, fizemos a vontade às pessoas e trouxemo-los”, elucida.
Já no sábado (5), o destaque é para o tributo aos Xutos. A noite será animada também pelos “Sons e Suadelas” e “Dj Postman”. Para encerrar a Feira, “BarrilBrass” e “David Antunes and the Midnight Band” apresentam-se, pelas 19h30 e 21h00, respetivamente.
O programa da Feira foi apresentado por João Tavares, em conferência de imprensa realizada na passada segunda-feira (17), na sede da UF de Côja e Barril de Alva. Na ocasião, o autarca revelou a indignação pela perda da Bandeira Azul, após um único caso “pontual”.
“Como é que nós perdemos a bandeira azul?”
Como explicado no site oficial do Município de Arganil, a praia fluvial da Cascalheira, em Secarias, hasteia na época balnear de 2023 a Bandeira Azul (pelo sétimo ano consecutivo). Quanto às praias fluviais de Piódão e Côja, distinguidas com galardão nos últimos sete e cinco anos, respetivamente, viram o nível de qualidade da água balnear passar de “excelente” para “boa”, não lhes sendo permitido renovar a Bandeira Azul.
A perda é uma consequência de fenómenos extremos registados no verão de 2022, como a seca e o incêndio que devastou a Serra da Estrela, como explicado pelo presidente da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), José Archer. Outro ponto de interferência foi a seca registrada em Portugal, em 2022.
“O ano passado foi um ano de muita falta de água, [e decorreram] os incêndios na Serra, houve aqui uma série de situações que prejudicaram o rio e nós só tivemos um episódio, em que tivemos qualidade da água ´bom`”, refere João Tavares.
“Como é que nós perdemos a Bandeira Azul? As pessoas têm alguma dificuldade em entender, mas há um facto que nós garantimos: as análises da água, houve aquele episódio naquele dia, mas continuamos num grau excelente. A informação que temos neste momento é que as águas continuam num grau excelente este ano”, completa.
O autarca defende ainda que sejam feitas análises de forma mais regular, de forma a que um único incidente não seja capaz de retirar a classificação obtida.