24 de Setembro de 2021 | Coimbra
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Europeu de Futebol 2020: Grupo C aberto a surpresas, ou talvez não…

31 de Janeiro 2020

O grupo C do Euro 2020 é um dos quatro ainda incompletos, à espera das seleções vindas da disputa dos “play-off” em março, mas qualquer que seja a equipa que se perfila não se afigura capaz de se intrometer na luta pelo apuramento para a segunda fase. Holanda e Ucrânia partem em clara vantagem, com os austríacos à espreita de uma pouco provável surpresa.

Laranja mecânica?

A Holanda, outrora uma autêntica “laranja mecânica”, pelo equipamento daquela cor e pela qualidade evidenciada, não tem nos últimos anos correspondido ao legado histórico de Johan Cruijff, Marco van Basten ou Ruud Gullit, entre vários outros. Depois do brilhante terceiro lugar no Mundial de 2014, os holandeses nunca mais foram os mesmos e falharam, com estrondo, as presenças no Euro2016 e no Mundial de há dois anos.

Ainda assim, Holanda é sempre Holanda, e agora que se apurou num percurso quase perfeito (apenas uma derrota e um empate na qualificação) é de esperar que pela mão do antigo treinador do Benfica, Ronald Koeman, defesa-central vencedor do Euro em 1988, a seleção dos Países Baixos retome nos trilhos dos grandes palcos as prestações que a história lhe “exige”.

É desta, Ucrânica?

É verdade que a Ucrânia nunca passou a primeira fase de uma grande competição, mas o sorteio do Euro 2020 escancarou-lhe as portas para pela primeira vez na sua relativamente curta existência alcançarem tal feito. Ausentes de Mundiais desde 2006 e com presença apenas na fase de grupos nos últimos dois Europeus (2012, 2016), os ucranianos realizaram uma boa qualificação (apenas dois empates e quatro golos sofridos) e estarão apostados em serem uma das surpresas da prova deste verão.

Andriy Shevchenko, de 43 anos, antigo avançado de eleição, o melhor jogador de sempre daquele país de Leste, vencedor da Liga dos Campeões em 2003 e Bola de Ouro em 2004 durante a sua passagem pelos italianos do AC Milan tem nas mãos um conjunto de jogadores que pode surpreender. Yarmolenko, Zinchenko e as “armadas” de Dínamo de Kiev e Shakhtar Donetsk prometem tardes de pouco descanso para os adversários.

És capaz, Áustria?

A Europa abriria a boca de espanto se a Áustria conseguisse ultrapassar a fase de grupos, onde ficou há quatro anos, depois de ter falhado a qualificação em 2012 e também ter ficado pelos jogos iniciais em 2008, ano em que participou como país organizador da competição. Mais. Há 30 anos que os austríacos não ganham um jogo numa fase final de uma grande competição. Pois, mas a verdade é que o futebol está cheio de “impossíveis” e é nisso que os austríacos apostam num grupo que apesar de difícil pode ser dado a surpresas.

Desde o início de 2018 no comando da seleção, Franco Foda, antigo internacional pela República Federal da Alemanha, vai tentar o que nunca foi conseguido. Se o alcançar terá certamente direito a uma estátua em solo austríaco, apesar do apelido incómodo que ostenta.

“Play-off”

Este grupo C ficará completo com uma destas quatro seleções, vinda da disputa dos “play-off”: Geórgia, Bielorrússia, Macedónia do Norte ou Kosovo.

No dia 26 de março jogam Geórgia – Bielorrússia e Macedónia do Norte – Kosovo. Os vencedores defrontam-se a 31 do mesmo mês para quem triunfar seguir rumo à fase final.

Qualquer que seja a formação apurada, mais não deverá festejar que a presença na grande montra do futebol europeu.

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Breves Euro 2020

Prémio de melhor jogador

O prémio de melhor jogador do Euro é atribuído pela UEFA durante o torneio, tal como o nome indica, ao melhor atleta em campo. Na edição passada do campeonato, o avançado francês Antoine Griezmann foi o eleito pelos 13 observadores técnicos, não só pelo seu trabalho, técnica, visão e qualidade de finalização, mas também por ser considerado uma “ameaça em todos os jogos em que participou”.

Uniforia, a bola oficial

O nome da bola oficial do campeonato é inspirado na união e euforia que a competição das seleções nacionais reflete. O design remete à noção de atravessar pontes, à diversidade e ao esbatimento de fronteiras. Misturando a arte e o futebol, a Uniforia apresenta linhas negras no estilo de uma pincelada, intercaladas com cores claras e brilhantes.

Cinco golos memoráveis de cabeça

Ao longo dos 60 anos do euro, os golos de cabeça mais célebres são cinco e pertencem a Michel Platini (França vs Bélgica em 1984), Ruud Gullit (Países Baixos vs URSS em 1988), Angelos Charisteas (Grécia vs Portugal em 2004), Henrik Larsson (Suécia vs Bulgária em 2004) e Andy Carrol (Inglaterra vs Suécia em 2012).

Budapeste vai ser sede da seleção das quinas

A cidade de Budapeste, na Hungria, vai ser sede da seleção nacional, decisão que se apoia no facto de a equipa jogar duas vezes na capital durante a fase de grupos. No dia 16 de junho, irá defrontar o vencedor de um dos play-offs e a 24 de junho a França. No dia 20 de junho terá de percorrer cerca de 650 quilómetros para jogar contra a Alemanha, em Munique.

O equipamento da seleção

Apesar de ser oficialmente anunciado no próximo mês de março, pela patrocinadora oficial, a Nike, já há rumores acerca do equipamento da seleção nacional. Alegadamente, terá pormenores a dourado, verde e preto e apresentará um design “retro”. No entanto, o vermelho será a cor predominante no equipamento.


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