19 de Julho de 2019 | Coimbra
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VASCO FRANCISCO

Entre junho e julho

5 de Julho 2019

Algumas das artérias da cidade encontram-se ainda enfeitadas de cores garridas, pelas longas fitas que lhes traçam as ruas num jogo geométrico bem colorido, reflexo bem nítido do gosto popular e da folia dos santos de junho. São Pedro encerrou o mês, já não em compasso de marcha, mas ainda com uma volta ou outra que o povo deu nas fogueiras da Alta, à voz do mandador. Ali se cantam e ali se dançam modas de outros tempos que refletem uma das tradições mais legítimas da cidade. As fogueiras em Coimbra são a maior expressão etno-social e musical do mês de junho, em particular pelo São João. Se Lisboa não vive sem marchas, Coimbra não é a mesma coisa sem Fogueiras, costume que faz parte do seu património cultural.

Não há festa que se interrompa, diria até que umas vão caindo sobre as outras, aproveitando a mesma plenitude de alegria e festejo. Com a chegada de julho as festas da cidade honram Coimbra e a Rainha Santa Isabel. De dois em dois anos os rituais religiosos são o epicentro destes dias. Concertos, cerimónias, feira popular, fogo de artifício, enfim, festa é festa e tudo se faz enquanto houver dinheiro e alegria…

Entre santos e santas, oragos e devoções, parece que o povo de Coimbra se esqueceu do seu “primeiro” padroeiro, São Teotónio, que passou a “padroeiro secundário”. Foi o primeiro prior de Santa Cruz, assim como o primeiro Santo de Portugal. Acho que não há festa que o lembre, a não ser aquela que se faz perante o altar, a este Bispo que por cá morreu, que ficou na História, mas que não parece ter ficado no livro de honra do povo.


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