17 de Outubro de 2019 | Coimbra
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Entidades da Figueira da Foz unidas no apoio ao sem-abrigo

12 de Julho 2019

O Município da Figueira da Foz assinou, na terça feira, um novo protocolo com 14 entidades da área social, segurança e educação, para adequar a intervenção relativa às pessoas sem-abrigo à nova estratégia nacional para aquela área.

Este acordo visa “a definição dos compromissos a assegurar pelas entidades parceiras, na promoção das condições da autonomia e do exercício pleno da cidadania da população em situação de sem-abrigo”. De acordo com o presidente da Câmara, Carlos Monteiro, estão identificadas 13 pessoas sem-abrigo no Município (11 homens e duas mulheres) que precisam de apoio. “Queremos resolver as situações das 13 pessoas que temos aqui identificadas mas, fundamentalmente, queremos prevenir [que o número não aumente], porque ainda há algumas [outras] pessoas que vivem em condições menos dignas”, afirmou, anunciando que está em vista a implementação de uma medida, até para reforço da ação das comissões sociais de freguesia, que possa garantir “alguma intervenção junto de quem tem uma habitação onde vive e não tem as melhores condições”.

Carlos Monteiro explicou que esta medida “será complementar à habitação social”, por permitir que os munícipes mais necessitados “continuem enraizados no seu espaço, na sua aldeia, freguesia, no seu local e com toda a vizinhança ali à volta”.

Segundo dados do Diagnóstico Local Sobre o Fenómeno de Pessoas em Situação de Sem-Abrigo no Município da Figueira da Foz agora apresentado e com dados de meados de junho, a maioria dos sem-abrigo identificados encontra-se nas freguesias urbanas de Buarcos e São Julião e Tavarede. Dos 13, cinco estão em espaço público, sete em local precário e um em alojamento temporário. A grande maioria, 61 por cento (oito pessoas) está na faixa etária entre os 45 e os 64 anos. Onze são portugueses, existindo ainda um sem-abrigo de nacionalidade francesa e outro angolana. De acordo com o diagnóstico, as principais causas para a situação de sem-abrigo são a ausência de suporte familiar, proteção social insuficiente, problemas de saúde mental e dependência de álcool ou substâncias psicoativas.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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